Primeiras Impressões, Estereótipos e Referenciais

Primeiras Impressões, Estereótipos e Referenciais

Todos somos vítimas de primeiras impressões, estereótipos e referenciais pré-existentes. Se temos consciência deles, podemos controlar-nos a nós próprios - embora não seja fácil. Se temos que os alterar nos outros, entramos em campo já a perder. A única forma de equilibrar (e tentar ganhar) o jogo é através de um enorme esforço de criação e desenvolvimento de outros referenciais.

"Desconfiem das primeiras impressões, são em geral correctas" é uma frase atribuída a Oscar Wilde. Remete-nos para outras como "não há segunda oportunidade de criar uma primeira impressão" e para generalizações tipo "as mulheres são más condutoras", "os alentejanos são lentos", "os americanos são gordos".

Em neurociência, as heurísticas exemplificadas acima são parte integral da natureza humana. Somos bombardeados a todo o momento por impulsos e estímulos, e navegar este mundo dinâmico requer mecanismos automáticos de filtro, selecção e compressão de informação. Ao contrário da crença popular, o nosso cérebro está ocupado em permanência, não usa mais um ou outro hemisfério - donde, a personalidade não tem nada a ver com o lado direito ou esquerdo - e funciona sempre a 100% (tirando no sexo ou no futebol, em que deixa de funcionar).

Gestores, marketeers e comerciais sabem que as pessoas estabelecem, muito depressa, expectativas vincadas acerca de produtos ou serviços novos, do atendimento que recebem, de como querem ver satisfeita uma qualquer necessidade ou desejo. Por exemplo, assumem que um champagne Francês é um vinho melhor que um espumante da Austrália, que um Mercedes é um automóvel melhor que um Fiat, ou que um banqueiro da Goldman Sachs sabe mais de finanças que a nossa avó (ainda que nem sempre isso seja verdade, em especial no caso do banqueiro da Goldman Sachs).

As percepções iniciais são criadas nas pessoas de forma intuitiva e instantânea, uma herança genética por via da biologia evolutiva. A rapidez de avaliação de um ente ou acontecimento novo são fundamentais para a sobrevivência na natureza. Quem não avalia bem, morre (às vezes). Também temos tendência a rejeitar o que não vimos antes, e a procurar o conforto do que conhecemos. Todas as pessoas reagem desta forma em algumas circunstâncias. (...)


(Leia o artigo integral na edição 533 do Expansão, de sexta-feira, dia 19 de Julho de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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