Estado ganhou 464 milhões Kz com a Cuca, a EKA e a Ngola em 2 anos

Estado ganhou 464 milhões Kz com a Cuca, a EKA e a Ngola em 2 anos
Foto: César Magalhães

As participações minoritárias nas três cervejeiras foram as únicas a render dividendos ao Estado no ano passado. O IGAPE já anunciou que vai arrancar com o concurso público para despachar estes activos na primeira semana de Março. O processo deverá durar entre 90 a 120 dias.

As cervejeiras que o Estado vai alienar ao abrigo do programa de privatizações, Cuca, EKA e Ngola, distribuíram 464 milhões Kz em dividendos aos accionistas em 2017 e 2018 revelam as contas gerais do Estado dos períodos em referência . Tratam-se de quase 2 milhões USD às taxas de câmbio médias dos dois exercícios económicos.

De acordo com o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), os concursos públicos para alienar as participações minoritárias do Estado nas cervejeiras arrancam na primeira semana de Março e deverão terminar até finais de Junho, data em que será conhecido quem ficará com as únicas participações que renderam dividendos ao Estado nos dois exercícios económicos.

As participações na Cuca, na EKA e na Ngola são as únicas que renderam dividendos distribuídos ao accionista Estado em 2018.

Cálculos do Expansão demonstram que nos últimos dois anos os accionistas das três cervejeiras receberam em dividendos 46.864 milhões Kz, sendo que os principais sócios do Estado neste negócio, os franceses do Grupo Castel ficaram com mais de 50% deste valor.

O Grupo Castel, que investe em Angola por intermédio da Brasseries Internationales Holding (BIH), detêm 50% da participação directa na Cuca e 46% na Ngola.

Antes dos franceses da BIH investirem em Angola a posição dominante de accionista nas cervejeiras era controlada pelos holandeses da Heineken que detinham até 2015 mais de 25% da participação na Cuca e os 50% "herdados" pela BIH na EKA. A Cuca toma de "assalto" o mercado angolano em 2007, ano em que terminou o processo de privatização das cervejeiras ao abrigo do programa de privatizações 2001-2005. (...)


(Leia o artigo integral na edição 562 do Expansão, de sexta-feira, dia 21 de Fevereiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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