Covid-19: 10 Tópicos para Reflexão sobre os Sistemas de Saúde Pública (1ª Parte)

Covid-19: 10 Tópicos para Reflexão  sobre os Sistemas de Saúde Pública (1ª Parte)
Foto: Quintiliano dos Santos

As mudanças que assistimos são transformacionais e estando algumas já em curso nos sistemas mais maduros, apenas foram fortemente aceleradas pelas necessidades de resposta à pandemia. São experiências e ensinamentos recolhidos um pouco por todo o mundo, apesar de cada país ter contextos de partida distintos.

A SARS-Covid 19 apanhou o mundo desprevenido - das economias mais desenvolvidas às mais necessitadas, dos sectores de ponta aos sectores tradicionais, nas dimensões política, económica, social e ambiental - esta pandemia veio expor as fragilidades de um mundo densamente interconectado e assente em pressupostos não tão sólidos como esperado. Ainda estamos distantes de uma vacina ou profilaxia globalmente disponíveis que possam devolver alguma certeza e confiança ao futuro, mas independentemente do tempo para que tal se concretize, os impactos e mudanças serão profundos.

Em particular, nenhum sector foi tão posto à prova como o da saúde pública, com resultados tão díspares quanto inesperados, com valores de mortalidade sem precedentes a demonstrarem a incapacidade de muitos sistemas para lidarem com eventos tão extremos e imprevistos, obrigando a redireccionar recursos e a reinventar cadeias de valor.

Nestes meses, a KPMG acompanhou de forma global as múltiplas iniciativas desenvolvidas, para robustecer os sistemas de saúde pública, à medida que evoluíam na resposta à pandemia, desde uma primeira etapa de reacção à crise, passando pela criação de resiliência, a recuperação e a preparação para uma nova realidade pós-pandemia. As mudanças que assistimos são transformacionais e estando algumas já em curso nos sistemas mais maduros, apenas foram fortemente aceleradas pelas necessidades de resposta à pandemia. São experiências e ensinamentos recolhidos um pouco por todo o mundo, e apesar de cada país ter contextos de partida distintos, vale a pena reflectir sobre como as mesmas podem ser aplicadas no contexto específico de Angola, ajudando a transformar o sistema de saúde pública para os desafios nesta nova normalidade. Tentamos sistematizar estas observações e tendências em 10 tópicos diferentes, que apresentamos, pela sua extensão, em dois artigos, dos quais este é a primeira parte.

Porta de acesso digital - A pandemia obrigou muitos sistemas de saúde e organizações em todo o mundo a adoptar rapidamente soluções digitais de saúde. Em vários países, a porta "digital" passou a ser a forma privilegiada de acesso aos serviços clínicos, na medida que os recursos normais foram canalizados para combater a pandemia. Em alguns países, o uso de consultas de cuidados primários por meios remotos atingiu quase 75% das consultas realizadas. Com o fim da crise, não se antevê que esta porta digital seja encerrada, dada a conveniência e flexibilidade demonstrada, quer para pacientes quer para os profissionais de saúde. Antes, perspectiva-se que na nova realidade pós-Covid 19, a preocupação se colocará em como escalar e sustentar de forma equilibrada estas interacções digitais.

* Partner da KPMG

(Leia o artigo integral na edição 584 do Expansão, de sexta-feira, dia 24 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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