Director Carlos Rosado de Carvalho

Miss EUA/2016 é afro-americana

Miss EUA/2016 é afro-americana

A afro-americana Deshuna Barber, representante da capital dos EUA, tornou-se hoje, 6 de Junho, na Miss EUA/2016, conseguindo passar ao concurso Miss Universo, cerimonia que irá ser celebrada no teatro T-Mobile Arena, em Las Vegas (Nevada).

Esta foi a primeira vez em 14 anos que uma representante de Washingnton, conhecida como "a cidade do chocolate" devido à sua forte presença negra, conseguiu ganhar a coroa de Miss EUA/2016, o que lhe permite concorrer ao galardão de Miss Universo.

Barber, de 26 anos, juntou-se ao Exército com 17 anos, seguindo o exemplo dos seus irmãos e do seu pai, que foi enviado para o Iraque depois dos ataques do 11 de Setembro.

"Considero uma tradição familiar. É algo que corre nas nossas veias, patriotismo, o serviço ao nosso país. É algo que levamos muito a serio", relata Barber num vídeo anterior ao concurso de beleza e onde se podem ver imagens icónicas da capital dos EUA, como o monumento de Abraham Lincoln.

É com a sua banda que Barber irá representar os EUA em Miss Universo 2016, onde se irá decidir quem sucederá à filipina Pia Alonzo Wurtzbach.

O concurso Miss Universo do ano passado (2015) ficou marcado pela polémica em que o apresentador norte-americano Steve Harvey se enganou a anunciar a vitória da Miss Colômbia, Ariadna Gutiérrez, quando a verdadeira vencedora foi a representante filipina.

Gutiérrez recebeu a coroa de rainha universal da beleza, mas após a correcção do erro, minutos depois, teve de a entregar a Wurtzbach, uma imagem que deu a volta ao mundo e se espalhou pelas redes sociais.

O concurso de beleza Miss EUA de este ano esteve também marcado pela ruptura com Donald Trump, republicano nomeado para as eleições presidenciais de Novembro, e que presidiu os concursos de beleza Miss EUA e Miss Universo entre 1996 e 2015.

A ruptura entre Trump e a organização de Miss EUA e Miss Universo deveu-se, depois de no Verão passado, com o lançamento da sua campanha, onde chamou "criminosos" e "violadores" aos mexicanos e prometeu construir um muro na fronteira entre o México e os EUA.

Em resposta, o magnata apresentou uma queixa contra os canais de televisão que retransmitiram o concurso, Univision e NBC, por considerar que estes "romperam bruscamente" um contrato com a Organização Miss Universo, da qual o mesmo seria dono.

As queixas resolveram-se com acordo, e o magnata imobiliário vendeu os direitos que detinha dos concursos de beleza.

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