Director Carlos Rosado de Carvalho

Sucursal do Banco da China vai abrir em Luanda em Agosto

Sucursal do Banco da China vai abrir em Luanda em Agosto

O anúncio surge quase um ano depois de o Governo ter autorizado o banco a abrir uma sucursal na capital do País, para desenvolver a sua actividade.

O Banco da China vai abrir uma sucursal em Angola a partir de Agosto para apoiar o comércio e facilitar o investimento chinês, anunciou esta semana o presidente da câmara de comércio e indústria Angola-China.

Em declarações à agência de informação financeira Bloomberg, Xu Ning anunciou que o banco vai começar as opera- ções depois de Agosto e que entre os principais objetivos estarão a facilitação do investimento através das ligações directas à China e o aumento do apoio ao comércio.

O anúncio do presidente da câmara de comércio e indústria Angola-Chinasurge quase um ano depois de o Governo ter autorizado o Banco da China a abrir uma sucursal em Luanda, para desenvolver a actividade financeira bancária

. Em Maio do ano passado, a Lusa noticiou esta autorização, citando um decreto assinado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, de 13 Maio, que adianta que a instituição detida pelo Estado chinês vai operar no país com a designação Banco da China - sucursal em Angola.

A decisão sobre a abertura da sucursal angolana do Banco da China, noticiada em Maio de 2016, enquadrava-se numa altura de fortes constrangimentos no país devido à crise da cotação do petróleo, nomeadamente no acesso a divisas, colocando em causa transferências para o estrangeiro ou a importação de matéria-prima.

Criado em 1912, o Banco da China funcionou até 1949 como o banco central chinês.

Após várias transformações, ainda nas mãos do Estado, mas já como banco comercial, tem vindo a concentrar atenções no apoio às empresas e comunidades chinesas fora do país, com destaque para as economias emergentes.

Estima-se que a comunidade chinesa em Angola ascenda a cerca de 230 mil pessoas e centenas de empresas. O Governo chinês aprovou em 2015 uma nova de linha de crédito ao Estado angolano, no valor de 5,2 mil milhões USD para obras a executar por empresas chinesas.

A China é o maior comprador de petróleo angolano e Angola é um dos principais fornecedores de crude à China.

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