Director Carlos Rosado de Carvalho

Partidos preferem importar material de campanha

Partidos preferem importar material de campanha

Corrida já a primeira metade da campanha eleitoral, os partidos fazem contas aos custos do material de propaganda, que ultrapassam, de longe, os cerca de um milhão USD cedidos pelo Estado a cada um deles. Só em t-shirts, há formações políticas a ultrapassarem os três milhões USD. Mas os custos das campanhas passam ainda pelo suporte das deslocações pelo País, que incluem hospedagem, aluguer do material de som e, em muitos casos, o cachet para os músicos presentes.

Os elevados preços praticados em Angola e a incapacidade das gráficas para responder às quantidades do material de campanha exigidos pelos partidos, abre as portas à importação de bonés, t-shirts e bandeiras alusivas à campanha eleitoral. Vêm sobretudo da Ásia, onde apesar dos custos com o transporte ficam muito mais em conta. Mas uma campanha eleitoral não se faz apenas de material para ceder aos militantes e apoiantes como t-shirts, bonés ou bandeiras, pois os partidos lidam com outros custos, nomeadamente as deslocações pelo País. E não fica barato. Gastam muito mais que um milhão USD, verba disponibilizada pelo Estado para cada um dos partidos fazer a sua campanha.
A FNLA e a CASA-CE, por exemplo, na pré-campanha eleitoral trabalharam com gráficas nacionais mas esclarecem que a essas falta capacidade de produzir grandes quantidades. Em média, no País os preços das t-shirts e dos bonés rondam os 2500 Kz por unidade, ao passo que os preços de bandeiras estão entre os 3500 Kz e 65 mil Kz, de acordo com o tamanho. Importando da China, por exemplo, a t-shirt fica em 3 USD, o boné a 2 USD, e as bandeiras ficam a 3 USD, para tamanho médio, 5 USD para tamanho gigante e 0,95 USD as mais pequenas.
O director de campanha da FNLA, Aguiar Laurindo, disse ao Expansão que, devido às limitações do orçamento, o seu partido apenas adquiriu 20.000 t-shirts, igual número de bonés e 2000 bandeiras, quantidades que considera "irrisórias" e que terão custado cerca de 130 mil USD.

(Leia o artigo na integra na edição 434 do Expansão, de sexta-feira 11 de Agosto de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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