Director Carlos Rosado de Carvalho

"O modelo chinês como inspiração (e não cópia) na definição da filosofia de desenvolvimento para África"

"O modelo chinês como inspiração (e não cópia) na definição da filosofia de desenvolvimento para África"

O fórum China-Africa Think Tank (CATT) é uma iniciativa organizada pelas universidades chinesas com a colaboração da Academia Chinesa de Ciências Sociais e o Fundo de Desenvolvimento e Cooperação Industrial, e tem como objectivo juntar os académicos e investigadores chineses e africanos, a fim de discutirem de forma aberta e franca os problemas, os desafios, as vantagens e desvantagens da cooperação entre a China e África com a finalidade de os fazer chegar diante dos fazedores de política na Cimeira dos Chefes de Estado. Estive presente no fórum, a representar o CEIC-UCAN, a convite da Embaixada da China em Angola.

Este ano, o fórum reuniu mais de 300 profissionais chineses e africanos, incluindo vários jornalistas dos 47 países africanos, que estão na China em formação para obterem os factos e as informações verdadeiras da realidade chinesa, para evitar a perspectiva "enviesada" do jornalismo do ocidente, que não faz mais do que criticar a forma como a China tem interagido com os países africanos nos últimos anos.
O Governo chinês quer uma maior interacção entre os académicos africanos e chineses, pois acredita que só com conhecimento, pesquisa e partilha de experiências será possível ajudar a África a desenvolver-se. A China não quer que África simplesmente copie o seu modelo de desenvolvimento, nem tão pouco continue "refém dos modelos pré-fabricados do ocidente", que em nada têm ajudado o continente a progredir.
O continente africano tem vindo a receber, por várias décadas, muita ajuda de doadores ocidentais. Mas a China, sem tal ajuda, conseguiu prosperar em apenas uma geração, em parte por saber adaptar as experiências dos países desenvolvidos ao seu próprio contexto e circunstâncias. Mesmo o socialismo que adoptou, fê-lo com características próprias da sua cultura e não simplesmente seguindo uma teoria rígida.

(Leia o artigo na integra na edição 484 do Expansão, de sexta-feira 03 de Agosto de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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