Angola LNG entra em paragem de 32 dias e corta produção de gás em 80%
A fábrica da Angola LNG Limited (ALNG), localizada no município do Soyo, província do Zaire, entrou esta quarta-feira numa Paragem Geral Programada (Turnaround - TAR), no âmbito do plano periódico de manutenção alargada das suas instalações. A operação, que deverá prolongar-se por 32 dias, decorre em articulação com as campanhas de manutenção do Complexo Sanha e do Sanha FPSO, na Área B do offshore de Cabinda.
Em comunicado, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) explica que a intervenção faz parte das práticas regulares de manutenção e integridade operacional, visando reforçar a segurança das operações, preservar a fiabilidade dos equipamentos e melhorar os níveis de desempenho e eficiência da unidade de processamento de gás natural liquefeito (LNG).
Assim, durante o período de manutenção, a fábrica suspenderá integralmente a produção de LNG e dos respectivos derivados, o que deverá traduzir-se numa redução de cerca de 80% da produção e dos carregamentos mensais. A retoma das operações será feita de forma gradual e segura, após a conclusão dos trabalhos.
A manutenção do Complexo Sanha e do Sanha FPSO terá igualmente impacto na produção petrolífera nacional, estimando-se uma redução de aproximadamente 48.996 barris de petróleo por dia (BOPD).
Apesar da interrupção temporária da produção, a Angola LNG garante estar a trabalhar para assegurar o cumprimento dos compromissos contratuais assumidos no mercado internacional, procurando soluções que permitam minimizar os efeitos da paragem e garantir a continuidade das receitas para o Estado angolano.
A ANPG acrescenta que acompanhará a execução da intervenção para assegurar que todas as actividades decorram em conformidade com os padrões técnicos exigidos e com as normas de segurança, saúde, ambiente e integridade operacional.











