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Economia

Petróleo recua após Trump sinalizar reabertura do estreito de Ormuz

Petróleo ao dia

Os preços do petróleo registaram uma nova queda nesta quarta-feira, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o estreito de Ormuz poderá ser reaberto "muito em breve", uma declaração que reduziu temporariamente os receios de uma escalada militar no Médio Oriente e trouxe alívio aos mercados internacionais de energia.

O barril de Brent, referência para as exportações angolanas, recuava 0,49% durante a manhã, negociado a cerca de 78,9 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência do mercado norte-americano, desvalorizava 0,92%, para 75,07 dólares.

A pressão vendedora aumentou depois de Trump afirmar, na terça-feira, que Washington e Teerão estão a manter "discussões muito boas" e que o Irão estaria interessado em alcançar um entendimento. O chefe de Estado norte-americano indicou ainda que um possível acordo poderia ser alcançado "amanhã [quarta-feira] ou no dia seguinte".

As declarações foram interpretadas pelos investidores como um sinal de possível redução das tensões numa das regiões mais importantes para o abastecimento mundial de petróleo. Como consequência, os preços da matéria-prima chegaram a negociar mais de 10% abaixo dos níveis registados uma semana antes.

"Agora que os ânimos se acalmaram um pouco, talvez haja hipótese de se chegar a um acordo", afirmou Robert Yawger, diretor da área de futuros de energia da Mizuho Securities USA LLC, citado pela Bloomberg. O analista, contudo, advertiu que um eventual entendimento poderá ser limitado: "Ainda antevejo que seja fechado um acordo mau, o que permitirá aos EUA declarar algum tipo de vitória, mas deixará muitas pontas soltas, incluindo o acordo nuclear".

O mercado permanece cauteloso devido ao histórico recente de instabilidade nas relações entre Washington e Teerão. Segundo a Bloomberg, um cessar-fogo anterior entre os dois países durou menos de um mês antes de entrar em colapso, provocando uma forte volatilidade nos preços do petróleo. Na altura, o Brent registou uma oscilação de cerca de 32 dólares por barril, após a retoma dos ataques e a expansão das tensões para o Mar Vermelho. Uma nova pausa nos confrontos, anunciada no final de julho para permitir avanços diplomáticos, acabou igualmente frustrada, levando o Brent a atingir os 102 dólares por barril.

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