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Economia

Última hora: Angola regressa aos mercados com segunda emissão de Eurobonds do ano no valor de 1,5 mil milhões USD

Com juros até 9,5%

O Governo regressou, na quarta-feira, 20 de Maio, aos mercados internacionais com a emissão de Eurobonds no valor de 1,5 mil milhões de dólares. Trata-se da segunda emissão de Eurobonds neste ano, dois meses depois da primeira realizada em Março no valor de 2,5 mil milhões USD.

A emissão foi estruturada como uma operação integrada de gestão de passivos, combinando a recompra de dois Eurobonds em circulação com a colocação de novos títulos de dívida com maturidades em 2031 e 2037, remunerados a taxas de 8,250% e 9,5%, respectivamente, segundo um documento do Ministério das Finanças a que o Expansão teve acesso

A operação registou uma procura significativa, com o livro de ordens a atingir cerca de 4,01 mil milhões USD, sinalizando, de acordo com a tutela, a "confiança dos investidores na trajectória macroeconómica e na política financeira do país".

De acordo com o Executivo, esta estratégia permite melhorar o perfil da dívida pública, reduzindo riscos de refinanciamento e contribuindo para um calendário de maturidades mais equilibrado. Em simultâneo, a operação assegura a mobilização de recursos para apoio à execução orçamental, enquadrada nas prioridades definidas no Orçamento Geral do Estado e no Plano Anual de Endividamento 2026.

O Ministério das Finanças sublinha ainda que a iniciativa está alinhada com a Estratégia de Endividamento de Médio Prazo 2026-2028, reforçando o posicionamento de Angola nos mercados financeiros internacionais e consolidando a sua curva de rendimentos soberanos.

Para o Governo, a forte adesão dos investidores reforça a confiança no percurso económico do país e na sua capacidade de manter uma gestão mais previsível e sustentável da dívida pública, num contexto de desafios económicos globais.

Desde que em 2015 Angola deu início à emissão de Eurobonds, o financiamento por via deste mecanismo já envolveu mais de 15.000 milhões USD, com taxas de juro que vão desde a mais baixa 8,000% (Palanca IV) e os 10,125% da Palanca VIII.

Entretanto, importa realçar que actualmente, os investidores dos Eurobonds são os maiores credores externos angolanos, tendo ao longo dos últimos anos superado o Banco de Desenvolvimento da China. Isto porque o Governo tem optado por pagar o quanto antes a sua dívida a instituições chinesas, já que a maior parte dessas dívidas está garantida por vendas de petróleo.

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