Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Empresas & Mercados

ANPG reclama 1,6 biliões Kz em fundos de abandono

DIVERGÊNCIA DE 565 MIL MILHÕES KZ COM A SONANGOL

A relatório de gestão da concessionária do sector petrólífero mostra um saldo positivo de 259 mil milhões Kz no exercício de 2025, uma queda de 69% em relação aos 839 mil milhões apurados em 2024, apesar das receitas terem disparado de 177 mil milhões Kz para 323 mil milhões Kz.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) reclama 1,6 biliões Kz em fundos de abandono que estão nas mãos da Sonangol e por entregar há vários anos, em quatro blocos em operação, de acordo com o relatório e contas 2025 da concessionária. Mas num dos blocos, a Sonangol diz dever 10 vezes menos do que os 631 mil milhões que a ANPG inscreveu nas demonstrações financeiras relativas ao ano passado.

Tratam-se dos valores depositados pelas companhias petrolíferas e que funcionam como provisões financeiras obrigatórias para cobrir os futuros custos do desmantelamento de infraestruturas petrolíferas em fim de vida. Esta divergência deu origem à única reserva do auditor independente, que assinala não ter sido possível recolher todas as informações, já que a petrolífera nacional apenas reconhece ter por entregar 65 mil milhões Kz.

"Não nos foi possível obter prova de auditoria suficiente e apropriada que nos permitisse concluir sobre a natureza e os efeitos, caso existam, desta divergência", assinalam os auditores da PWC no seu relatório.

A rubrica "Contas a receber" inclui saldos totais relacionados com custos de abandono de 1,619 biliões Kz ou cerca de 1.700 milhões USD (menos do que os 1,623 biliões Kz registados em 2024), dos quais 631 mil milhões Kz (eram 630 mil milhões Kz em 2024) correspondem a "antigos fundeamentos realizados pelo grupo empreiteiro do bloco 2/05 à antiga empreiteira".

"A resposta obtida junto da Sonangol apresenta um saldo de 65 mil milhões Kz, evidenciando uma diferença de 565 mil milhões Kz (514 mil milhões Kz em 2024) face ao montante registado pela ANPG", descreve a PWC.

A criação da ANPG, em 2019, e a consequente separação entre as funções de operadora e concessionária, deu origem a mudanças estruturais na forma como a Sonangol actua, com efeitos em todo o sector petrolífero nacional.

No caso da Sonangol, a maior empresa do País perdeu...

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo