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Adriano João Gaspar vence grande prémio ENSA-ARTE 2026

Artes plásticas

O artista angolano Adriano João Gaspar foi o grande vencedor do Grande Prémio de Pintura da edição de 2026 do Prémio ENSA-ARTE 2026, com a obra Mujikulu, na XVIII edição do concurso promovido pela ENSA - Seguros de Angola. A iniciativa reafirma-se como uma das principais plataformas de valorização da produção artística nacional.

A cerimónia de outorga distinguiu os melhores trabalhos nas categorias de Pintura e Escultura, após avaliação de um júri especializado, num processo que procurou refletir a diversidade estética e temática da arte contemporânea angolana.

Na categoria de Pintura, o segundo lugar foi atribuído a Maiomona Vua, com a obra O Legado Cultural de uma Nação. O artista destacou-se igualmente na Escultura, onde conquistou o primeiro prémio com Bocas Abertas, Protestos Sobre a Fome. O segundo lugar nesta categoria coube a Bernabé Alfredo, com a obra O Futuro.

Entre as distinções paralelas, o Prémio Alliance Française foi atribuído a Dionísio António, com Espelho das Opiniões, garantindo também uma residência artística em França. Já o Prémio Juventude distinguiu Aurélio Nivas, na categoria de Escultura, com a obra Hungu, enquanto na Pintura o reconhecimento foi novamente para Dionísio António, com Mother of the World.

O júri atribuiu ainda menções honrosas a Wilson Oliveira, pela obra Pedaços da Minha Cidade, e a Paulo Mayoca Simão, por O que se Aprende Antes de se Entender. Já na estreia da categoria de Performance Artística, o prémio foi conquistado por Domingos Miguel "Mussunda", com a obra CurruloCurrulo.

Em termos financeiros, os primeiros classificados receberam 6 milhões de kwanzas, enquanto os segundos lugares foram distinguidos com 3,5 milhões de kwanzas. Para além do incentivo monetário, o prémio inclui mecanismos de internacionalização, com destaque para o intercâmbio artístico-cultural em França associado ao Prémio Alliance Française.

A edição deste ano ficou marcada pela introdução da categoria de Performance Artística, sinalizando uma adaptação do concurso às tendências contemporâneas, com a incorporação de linguagens híbridas que cruzam teatro, música, dança e artes plásticas. Esta evolução reforça a aposta na diversidade criativa e na inclusão de novas formas de expressão no panorama artístico nacional.

A cerimónia integrou ainda a inauguração da exposição colectiva das obras seleccionadas, proporcionando maior proximidade entre os artistas e o público, num ambiente que reuniu finalistas, representantes institucionais e agentes do sector cultural e empresarial.

No ano em que a ENSA assinala 48 anos de existência, o presidente da Comissão Executiva, Mário Mota Lemos, sublinhou o papel do prémio na promoção das artes em Angola, destacando que a iniciativa, com mais de três décadas de história, se consolidou como uma referência nacional ao reunir criadores de diferentes gerações e estilos em torno da valorização da identidade cultural angolana.

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