Actividades "non core" com prejuízos de mais de mil milhões USD em três anos

Actividades "non core" com prejuízos de mais de mil milhões USD em três anos
Foto: César Magalhães

O Conselho de Administração da Sonangol admite que "não é altamente provável" a privatização do segmento "non core" agora "uma vez que os activos não se encontram para venda imediata". Relatório e Demonstrações da petrolífera não mostram as contas individuais destas empresas de sectores como aviação ou saúde.

Há três anos consecutivos que o conjunto de empresas que representam as actividades não nucleares da Sonangol estão a acumular prejuízos, que já rondam os 1.076 milhões USD, de acordo com contas do Expansão com base nos relatórios e contas da petrolífera.

Em moeda nacional, os prejuízos acumulados dos últimos três exercícios financeiros nestas empresas foram de pouco mais de 196 mil milhões Kz, repartidos por -138,6 mil milhões em 2016, -2,2 mil milhões em 2017 e -55,2 mil milhões Kz em 2018 (ver página 4). Contas feitas, são 1.076 milhões USD em três anos. As actividades "não nucleares" do Grupo englobam serviços de aviação, saúde, formação, gestão imobiliária, telecomunicações e outros investimentos financeiros considerados "non core", empregando 1.843 trabalhadores.

As empresas que desenvolvem estas actividades são as seguintes: Sonangol Holdings; SIIND - Sonangol Investimentos Industriais; SONIP - Sonangol Imobiliária e Propriedades; Sonair - Serviços Aéreos; Clínica Girassol; MS TELCOM - Mercury Serviço de Telecomunicações; Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC); CFMA - Centro de Formação Marítima de Angola; Academia Sonangol; Sonangol Vida; Pessoas Desenvolvimento e Associações - PDA e Solo Properties.

Numa fase em que o discurso oficial do Executivo aponta à privatização do segmento "non core" da Sonangol, no âmbito do programa de regeneração da empresa, num processo que será extensível também a outros activos (como as fábricas da Zona Económica Especial), o Conselho de Administração da petrolífera admite que a privatização do universo de empresas desse segmento "não é altamente provável uma vez que os activos não se encontram para venda imediata", à data da realização do relatório. (...)


(Leia o artigo integral na edição 534 do Expansão, de sexta-feira, dia 26 de Julho de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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