Angola 44 anos: A saída da crise passa pela produção, emprego e consumo

Angola 44 anos: A saída da crise passa pela produção, emprego e consumo

O País completou no dia 11 de Novembro 44 anos de independência, dos quais 27 em guerra, mas já são 17 anos em paz! Angola comemora essa data numa altura em que o desemprego, particularmente entre a juventude, está estimado em 56,1% segundo dados oficiais.

Por essa razão indicamos, num outro texto, que o Presidente João Lourenço precisava de colocar também o desemprego na lista de "inimigo público" ao lado da "corrupção, bajulação e nepotismo", por colocar em risco a viabilidade do esquema de segurança social do Estado.

Na recente Cimeira Rússia-África, João Lourenço enfatizou a necessidade de África se industrializar, pedindo para tal ajuda aos empresários Russos. Porém, relembramos aqui que esta constatação já foi feita antes na Cimeira sobre "O Futuro de África" em Abu Dhabi. Nesse evento, João Lourenço assinalou, e bem, que África precisava de "industrializar-se para se desenvolver" e ter um futuro promissor. De lá para cá pouco mudou em Angola.

O Executivo ainda não deu início a um programa sério e pragmático de industrialização, tal como o fizeram, por exemplo, a Etiópia e o Ruanda em África e alguns países asiáticos. Nestes países, os dados disponíveis indicam que o processo teve como pilares a construção de parques industriais bem infra-estruturados e a captação do investimento privado nacional e estrangeiro para neles se instalarem.

Enquanto o investimento directo estrangeiro não chega, temos ouvido segmentos do sector empresarial privado nacional para melhor cogitarmos soluções para este que é já o maior desafio de Angola aos 44 anos i.e. o alto desemprego. Numa conversa recente com o empresário angolano ligado às TIC, Carlos Leandro Pinho, o mesmo chamou a nossa atenção sobre as recentes variações que a AGT reportou nas "Receitas Fiscais Não Petrolíferas".

Desses dados (ver tabela) podemos ver que, por exemplo, o Imposto Industrial aumentou em 34% na era João Lourenço, 2018 vs 2017, contra os -24% no último ano de José Eduardo dos Santos, 2017 vs 2016. Isto, em nosso entender, pode ser um indicador de que pesar da crise (1) existem no mercado empresas não petrolíferas com alguma robustez e/ou (2) que na era João Lourenço a AGT melhorou substancialmente a sua capacidade de colectar impostos. (...)


(Leia o artigo integral na edição 550 do Expansão, de sexta-feira, dia 15 de Novembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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