Director Carlos Rosado de Carvalho

O Estado deve assumir os desiquilíbrios

O Estado deve assumir os desiquilíbrios

O processo de recuperação da nossa economia requer uma ampla reforma estrutural que o Governo deve implementar. A falta de recursos para conduzir essa empreitada é o maior empecilho do actual Governo, mas não o único.

A iniciativa privada, nacional ou internacional, pode ser a catalisadora. Porém, este processo está preso. Sem dinheiro ou sem coragem para o fazer, o Governo precisa de acenar principalmente aos investidores.
O Plano Intercalar (Outubro 2017-Março 2018), aprovado no final do ano passado, mostrou o caminho da política económica e monetária do Executivo, e mostrou, também fundamentalmente, que a luta do Governo para estabilizar a moeda e travar a inflação tem longa estrada.
Todo esse esforço, porém, não é bastante. As recentes notícias do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o problema é muito mais profundo.
Sem solidez do Estado e do empresariado, o País encontra-se numa profunda depressão económica e a tendência é decrescente. Os números do INE dizem que a maior parte das empresas estão falidas, ou em vias de falência. Segundo esses números, de mais de 152 mil empresas, apenas cerca de 46 mil estão em actividade, ou seja 30%. Os mais afectados são os sectores secundário e terciário.
Para o INE, 96 mil empresas não existem fisicamente. Apesar desses dados não serem definitivos, a realidade mostra que a situação económica e social é dura e vai continuar assim.

(Leia o artigo na integra na edição 470 do Expansão, de sexta-feira 27 de Abril de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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