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Economia

Petróleo amplia queda após Trump indicar possível acordo de paz com o Irão

Petróleo ao dia

Os preços do petróleo voltaram a cair esta quarta-feira, registando a segunda sessão consecutiva de desvalorizações, com sinais de que os Estados Unidos (EUA) e o Irão poderão estar mais perto de chegar a um acordo para pôr fim à guerra. Os investidores reagem à perspetiva de que um eventual acordo possa permitir a retoma dos fluxos de petróleo e gás natural através do Estreito de Ormuz.

Neste cenário, o Brent,referência para as exportações angolanas, recua 1,6%, para 108,1 USD por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, desliza 1,7%, para 100,5 USD por barril. Ambos os indicadores já tinham registado quedas próximas de 4% na sessão anterior, reflectindo a volatilidade associada à evolução geopolítica.

Também no mercado europeu, o gás natural acompanha a tendência descendente, com os preços a caírem 2,1%, para 45,9 euros por megawatt-hora.

O movimento dos mercados surge depois de declarações inesperadas de Donald Trump, que indicou a suspensão temporária de uma operação destinada a escoltar navios comerciais no Estreito de Ormuz, citando progressos nas negociações com o Irão, ainda que sem avançar detalhes. Até ao momento, não houve reacção oficial de Teerão.

Apesar dos sinais de distensão, persistem factores de pressão. O próprio Trump afirmou que a Marinha norte-americana manterá o bloqueio aos portos iranianos, o que continua a limitar a oferta global e a sustentar os preços em níveis elevados.

Assim, embora em queda, tanto o Brent como o WTI mantêm-se acima da fasquia dos 100 USD por barril, num reflexo das incertezas quanto à concretização de um acordo e ao tempo necessário para normalizar os fluxos comerciais na região.

Do lado da oferta, dados preliminares indicam uma redução das reservas de crude nos Estados Unidos pela terceira semana consecutiva. Na semana terminada a 1 de Maio, os stocks terão diminuído em mais de 8 milhões de barris, contribuindo para um quadro de mercado ainda apertado, apesar das recentes correções nos preços.

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