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Economia

Subsídios aos combustíveis sobem 56% para 1,7 biliões Kz

NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026

As aquisições globais de refinados de petróleo, no mercado interno ou externo, até subiram ligeiramente (0,8%) em relação ao primeiro semestre de 2025, mas não foram suficientes para suportar a procura destes produtos. No Cuanza Sul já se está a racionar a venda.

Os subsídios aos preços dos combustíveis aumentaram de 1,1 biliões Kz, nos primeiros seis meses de 2025, para quase 1,7 biliões Kz, entre Janeiro e Junho de 2026, o que representa um aumento de 56% em apenas 12 meses, segundo o boletim estatístico das operações do Governo no segundo trimestre, divulgado pelo Ministério das Finanças.

Os gastos públicos para manter fixos os preços do gasóleo e gasolina e de outros produtos similares estão sob pressão devido à subida do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais e à necessidade de importar cerca de 70% dos produtos refinados consumidos em Angola.

No entanto, mesmo que a produção nacional fosse suficiente para abastecer o mercado interno, e sem desvalorizar eventuais efeitos positivos ao nível da soberania económica e da transformação local de matérias-primas, os preços ao consumidor final estariam alinhados ao contexto internacional, tal como já se verifica com o combustível para a aviação (Jet A1).

Na contabilidade em dólares norte-americanos, que é a moeda utilizada pela Sonangol para adquirir estes produtos fora do País, a subsidiação subiu de 1.200 milhões USD, durante o primeiro semestre do ano passado, para cerca de 1.900 milhões USD em 2026, um aumento de 700 milhões USD. Só para se ter uma ideia do peso dos subsídios aos preços dos combustíveis nas despesas públicas, ao longo do primeiro semestre de 2026, o Estado aplicou 749,2 mil milhões Kz no sector da educação e 735,2 mil milhões Kz na saúde, o que perfaz um total de 1.484,4 milhões Kz em dois sectores essenciais, longe do valor gasto com os preços da gasolina e gasóleo no mesmo período.

O mesmo contraste é visível na comparação entre as despesas efectuadas na função Defesa e Segurança, que recebeu cerca de 2 biliões Kz no primeiro semestre, mas as actividades económicas do sector primário (agricultura, silvicultura, pesca e caça), onde actua a maior parte dos trabalhadores angolanos, receberam apenas 137,7 milhões Kz.

Aquisição sobe 0,8%

Depois de uma quebra acentuada na aquisição, interna ou externa, de produtos refinados entre Janeiro e Junho - de 1.147.248 Toneladas Métricas (TM) em 2025 para apenas 1.022.408 TM, uma queda de 11%, segundo os dados do Instituto Regulador de Derivados de Petróleo (IRDP) -, o mercado recuperou no segundo trimestre de 2026, com a compra de 1.083.082 TM, um aumento de 1

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