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Lucro consolidado da banca comercial cresce 12% para um bilião Kz em 2025

SEM ACCESS, BNI, ECONÓMICO E YETU

BAI, BFA e Standard Bank foram os que mais contribuíram, ao registarem os seus maiores lucros de sempre. Apesar do crescimento, o BNA afirma que o sector bancário continuou a apresentar um nível de intermediação financeira aquém do desejado, sobretudo no que respeita ao apoio ao sector real da economia.

O lucro conjunto de 16 bancos dos 20 bancos comerciais que operam em 2025 cresceu 11% para 1,0 bilião Kz (cerca de 1.102 milhões USD), mais 107,9 mil milhões Kz face aos 896,9 mil milhões Kz registados em 2024, de acordo com cálculos do Expansão com base nos relatórios e contas divulgados pelas instituições bancárias.

Tratam-se dos resultados consolidados dos bancos e auditados, que englobam os resultados obtidos em subsidiárias, ou seja, a soma do lucro do banco principal (controladora) com os lucros ou prejuízos de todas as suas subsidiárias, empresas controladas, participações e filiais.

Assim, 2025 fica marcado como o ano com o maior lucro de sempre, em kwanzas, do sector bancário angolano, superando o registo de 2024. Este desempenho foi impulsionado, sobretudo, pelos ganhos que resultam do aumento do investimento em títulos de dívida pública e pela expansão das operações de crédito. Quando convertidos em dóla res, os resultados líquidos dos bancos cresceram 7% para 1,1 mil milhões USD.

Ainda assim, os resultados alcançados no ano passado ainda estão longe de ser o maior lucro em dólares dos últimos dez anos, uma vez que estão abaixo dos 1,4 mil milhões USD contabilizados em 2018, precisamente o ano em que arrancou o processo de flexibilização da moeda nacional, em que o kwanza depreciou 46% face ao dólar.

O Banco Nacional de Angola (BNA) no seu relatório e contas de 2025 aponta que a actividade do sector bancário foi positivamente influenciada pelo dinamismo da economia, "destacan do se o crescimento do volume de negócios e o aumento das operações de concessão de crédito a clientes".

Assim, segundo o regulador, esta evolução favorável traduziu-se numa melhoria generalizada dos principais indicadores de rentabilidade, com rendibilidade dos activos (ROA) a avançar de 3,0% para 3,8%, correspondendo a um aumento de 0,8 pontos percentuais, e a rendibilidade dos capitais próprios (ROE) passou de 24,8% para 27,8%, o que representa uma subida de 3,0 pontos percentuais, sinalizando uma evolução robusta dos níveis de rentabilidade do sector e uma maior eficiência na utilização dos recursos e na geração de valor para os accionistas.

Ainda assim, o banco central admite que "o sector bancário continuou a apresentar um nível de intermediação financeira aquém do desejado, sobretudo no que respeita ao apoio ao sector real da economia". O facto é que nos últimos anos tem-se intensificado o debate sobre o facto de os lucros da banca evoluírem, muitas vezes, em contraciclo com... Leia o artigo integral na edição 875 do Expansão, sexta-feira, dia 08 de Maio de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui

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