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Economia

Petróleo dispara mais de 4% com escalada das tensões no Médio Oriente

Petróleo ao dia

Os preços do petróleo abriram os mercados desta segunda-feira em alta, impulsionados pelo agravamento das tensões no Médio Oriente, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerar "totalmente inaceitável" a resposta do Irão à proposta norte-americana para pôr fim ao conflito. Os receios de novas perturbações no fornecimento global de crude intensificaram-se numa altura em que o Estreito de Ormuz continua parcialmente condicionado, pressionando os mercados internacionais de energia.

Através das redes sociais, Donald Trump rejeitou a resposta de Teerão ao plano norte-americano de 14 pontos destinado a encerrar a guerra. Embora o líder norte-americano não tenha especificado os principais pontos de divergência, o jornal The Wall Street Journal avançou, durante o fim-de-semana, que o Irão aceitou discutir uma moratória ao enriquecimento de urânio, mas pretende um período inferior aos 20 anos propostos por Washington.

Perante este cenário, por volta das 09h00 de Luanda, os contratos futuros do petróleo Brent, referência para as exportações angolanas, subiam 4%, para 105,3 USD por barril, um ganho de cerca de 4 USD. Já o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, valorizava 4,6%, sendo negociado a 99,9 USD por barril.

Na semana passada, contudo, ambos os contratos haviam acumulado perdas semanais de cerca de 6%, impulsionadas pelas expectativas de um eventual acordo que permitisse a retoma normal do tráfego petrolífero através do Estreito de Ormuz, conflito que já se prolonga há cerca de 10 semanas.

O director executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser, afirmou no domingo que o mundo perdeu aproximadamente mil milhões de barris de petróleo nos últimos dois meses, alertando que os mercados energéticos poderão levar tempo a estabilizar, mesmo que o fluxo marítimo seja retomado.

Entretanto, dados da empresa de monitorização marítima Kpler indicam que pelo menos três navios-tanque carregados com crude atravessaram o Estreito de Ormuz na semana passada com os sistemas de rastreamento desligados, numa tentativa de evitar possíveis ataques iranianos. A prática reforça a tendência crescente de medidas de segurança adoptadas pelas transportadoras para manter as exportações de petróleo do Médio Oriente.

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