Director Carlos Rosado de Carvalho

"Se a depreciação do Kz não parar terá impacto nos planos das empresas"

"Se a depreciação do Kz não parar terá impacto nos planos das empresas"
Foto: Adjali Paulo

Oito meses depois da visita de João Lourenço a França, o investimento francês em Angola não aumentou, mas há projectos em avaliação, diz Luís Liberato, do Clube de Empresários França-Angola (CEFA). O ano de 2019 pode ser de "acção", mas há que resolver problemas, como a depreciação do Kz.

O Clube de Empresários França - Angola (CEFA), criado em Setembro de 2018, será lançado este mês, em Luanda. Como é que nasceu esta iniciativa?
A associação nasce por impulso dos dois embaixadores, o de Angola em França, João de Miranda, e o de França em Angola, Sylvain Itté, na sequência da visita do Presidente João Lourenço a França, em Maio de 2018, para fortalecer as parcerias de cooperação económica e estratégica entre os dois países.

Como é que pretendem fortalecer essas parcerias?
Primeiro, temos a promoção dos investimentos das empresas angolanas em França e das empresas francesas em Angola. Pretendemos apoiar o investimento financeiro, o comércio, os negócios entre França e Angola e também na União Europeia (UE). Manter um clima propício ao negócio, ao intercâmbio cultural e à inovação. Também propomos apoiar as empresas francesas que queiram investir em Angola, que tenham as suas empresas estabelecidas ou, então, os angolanos que queiram investir em França ou que já tenham projectos lá implementados.

Como é que esse apoio será prestado?
Através de fóruns de intercâmbio de carácter económico, comercial e industrial. Pretendemos organizar três fóruns de intercâmbio este ano. O primeiro poderá acontecer no primeiro trimestre, sobre a agricultura. Também está previsto um fórum no domínio dos recursos minerais e do sector petrolífero e outro no das telecomunicações. Faremos ainda fóruns de carácter mais reduzido, a que chamamos fóruns de trabalho, onde vamos abordar, essencialmente, a formação tecnológica e a hotelaria e turismo.

Esses fóruns serão realizados só em Angola ou também em França?
Este ano serão todos em Angola, mas iremos convidar as associações empresariais francesas, entre as quais o MEDEF (Movimento das Empresas Francesas), a maior organização patronal de França e que estará cá, em Fevereiro. O fórum irá acontecer entre os dias 6 e 7 de Fevereiro. Estamos, neste momento, a preparar a agenda de trabalho. Iremos convidar as entidades patronais e empresariais em Angola, assim como entidades do sector financeiro e económico.

No que se refere ao apoio ao financiamento, em que é que se traduz?
O investimento financeiro será feito mediante projectos que diversifiquem os vários sectores da economia. São financiamentos da França, assim como da UE, aos quais daremos o nosso apoio, para que as empresas angolanas, principalmente as PMEs, obtenham financiamento para se desenvolverem.

Quem são os membros do CEFA?
São empresas, angolanas e francesas. Já temos mais de 100 empresas inscritas e penso que, depois do lançamento, no dia 28 de Janeiro, haverá mais. Também contamos com o suporte de organizações empresariais, como a AIA (Associação Industrial de Angola), a CEEIA (Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola) e o LIDE (Grupo de Líderes Empresariais). O suporte das associações empresariais será essencialmente para contribuir com a experiência do negócio, para que as empresas angolanas e francesas ganhem visibilidade e possam desenvolver-se no mercado angolano. (...)

(Leia a entrevista integral na edição 507 do Expansão, de sexta-feira, dia 18 de Janeiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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