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Universidade

Académicos defendem criação de observatório independente

ACTUAÇÃO DO INAAREES APONTADA COMO INSUFICIENTE

Um observatório independente do ensino superior surgiria como um centro de monitorização, análise e produção de informações sobre este subsistema de ensino. Académicos alertam que o INAAREES tem limitações que o impedem de ser um observatório independente por excelência.

Académicos defendem a necessidade de se criar um observatório independente para monitorar o ensino superior do País. Ao Expansão, docentes universitários apresentaram os seus pontos de vista sobre a criação do órgão independente que observa, analisa e actua como fonte alternativa de informação sobre o ensino superior. Na prática, um observatório independente do ensino superior serviria como um centro de monitorização, análise e produção de informações sobre o sistema de ensino diferente das que são prestadas pelas próprias instituições que formam ou que tutelam o sector.

Ou seja, tem a missão de acompanhar as instituições de ensino superior sejam públicas ou privadas, produzir dados, indicadores e estatísticas por meio de relatórios periódicos, analisar qualidade e relevância do ensino para aferir a adequação dos cursos às necessidades do mercado e do desenvolvimento nacional, apoiar as políticas públicas, universidades e investigadores, bem como promover a transparência e informação pública no sector.

É frequentemente atribuída a função de observatório nacional ao Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES), entidade pública responsável por avaliar a qualidade das instituições de ensino superior e dos seus cursos, de acreditar programas e reconhecer diplomas dentro e fora de Angola.

No entanto, académicos defendem não ser suficiente a actuação do INAAREES devido às limitações que possui para observar, analisar e produzir informações do ensino superior, sobretudo ao nível da independência, qualidades consideradas essenciais para um observatório. Tommaso de Pippo, professor da Universidade Católica de Angola (UCAN), defende que, apesar de o INAAREES surgir como um órgão que substitui o observatório nacional, apresenta lacunas no conjunto dos vários aspectos exigidos a um observatório independente, como a monitorização das instituições do ensino superior e a sua ligação com o mercado de trabalho, o direito à educação, a qualidade de investigação, a análise de dados estatísticos e a elaboração de relatórios para promover a autoavaliação e a melhoria contínua do sistema universitário

Leia o artigo integral na edição 861 do Expansão, sexta-feira, dia 30 de Janeiro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)

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