Kwanza não pára de cair e chega a Abril com queda de 11%

Kwanza não pára de cair e chega a Abril com queda de 11%
Foto: ARQUIVO
EXPANSÃO

Banco central "desvaloriza" queda do kwanza, considerando que está dentro do que acontece em economias com as características de Angola. Analistas e economistas, juntos, concordam que queda é considerável e deverá continuar. Solução passa pelo estímulo ao consumo e redução de taxas de juros.

O kwanza depreciou 11,1% face ao dólar, entre 2 de Março e 7 de Abril, pressionado pela subida da cotação da moeda norte-americana num cenário de uma queda abrupta nos preços do petróleo e pela crise da pandemia do coronavírus que cortou a procura de crude a nível global.

Com a depreciação, a moeda nacional segue numa trajectória de desvalorização sucessiva, iniciada em Março, e que segundo analistas deve continuar a manterem- se as crises na saúde global e no sector petrolífero. Aliás, durante todo mês de Março, o dólar foi despachado, nas seis sessões de leilão de divisas do Banco Nacional de Angola (BNA), a taxas de câmbio sempre a subir.

Quando a 2 de Março comprar um dólar no mercado oficial custava 492,63 Kz, 37 dias depois passou a serem necessários mais 62 Kz para se obter a mesma moeda, representando uma depreciação de 11%. Comparativamente ao euro, o kwanza caiu 9,3%, já que a 2 de Março comprar um euro custava 546,40 Kz. Esta terça-feira, dia 7 de Março, a mesma moeda fechou a valer 602,80 Kz.

O governador do BNA, José Massano, desvalorizou esta depreciação ao considerar que uma queda de 10% está em linha com o que sucede com moedas de países com as características de Angola, admitindo, até, que o cenário é até favorável ao que acontece noutros países, como o Brasil, África do sul e até a Rússia, cujas moedas perderam cerca de 20% em igual período.

Massano respondia aos jornalistas no final da reunião do Comité de Política Monetária que decorreu no final de Março, admitindo, no entanto, que a queda do Kwanza não estava ainda "num cenário de uma queda descontrolada". (...)

(Leia o artigo integral na edição 569 do Expansão, de sexta-feira, dia 10 de Abril de 2020, em papel ou na versão digital disponível aqui)

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