Oito comissões trabalham para a conclusão da norma curricular

Oito comissões trabalham para a conclusão da norma curricular
Foto: César Magalhães

Oito Comissões Nacionais Curriculares (CNC) estão a trabalhar no processo de harmonização do plano curricular do ensino superior para que, até ao final de Março, apresentem os resultados para ser implementado no próximo ano lectivo 2021/2022 que começa no mês de Outubro.

As comissões curriculares estão a desenvolver trabalhos de identificação dos cursos de cada área e, em relação aos cursos definir o perfil de entrada e saída de cada profissional, duração e carga horária dos cursos de graduação e pós-graduação, os objectivos de cada curso e a natureza de trabalho de fim de curso.

O plano curricular será composto por 70% de cursos harmonizados e 30% ficarão a cargo das instituições.

"Dos 43 cursos de Direito que temos no país, por exemplo, serem harmonizados em 70% significa que este currículo nuclear será o mesmo para todas as instituições que têm curso de Direito. Depois cada instituição completará os 30% com as unidades curriculares que entender serem úteis para o perfil de saída do estudante", explica o secretário de Estado do Ensino Superior, Eugénio da Silva.

Entre docentes e especialistas com grau de doutor e mestre "com experiência confirmada", fazem também parte das comissões curriculares representantes das ordens profissionais: por exemplo, a comissão de engenharia e tecnologias tem representantes da Ordem dos Engenheiros e Arquitectos e a comissão curricular das ciências médicas e da saúde tem representantes da Ordem dos Médicos, enfermeiros e veterinários.

Por força da pandemia da Covid-19, algumas comissões estão mais avançadas em relação às outras devido ao impedimento das reuniões, o que cria dinâmicas diferentes.

"O processo de harmonização já leva 18 meses. Vamos implementar no próximo ano lectivo de forma gradual, porque as comissões estão a trabalhar em ritmos diferentes, por isso, os planos curriculares que estiverem prontos e aprovados serão implementados ".

O secretário de Estado do Ensino Superior e coordenador das comissões de trabalho, Eugénio da Silva, reiterou que, depois de estar concluído, o processo vai trazer muitos benefícios, pois irá orientar as instituições públicas e privadas na execução das actividades instrutivas e educativas.

(Leia o artigo integral na edição 609 do Expansão, de sexta-feira, dia 29 de Janeiro de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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