Angolanos gastam cada vez mais com alimentação e saúde

Angolanos gastam cada vez mais com alimentação e saúde
Foto: D.R.

O custo de vida no consumidor nacional registou uma variação mensal de 1,7%, entre Fevereiro e Março, tendo desacelerado 0,29 pontos percentuais (pp), contrariando as expectativas de economistas e empresários num mês em que os angolanos gastaram mais com a alimentação e análises clínicas.

Apesar do maior aumento registado na classe de "Alimentação e Bebidas não Alcoólicas" com 2,2%, destacam-se também os aumentos dos preços verificados na "Saúde" com 1,9%, "Bens e Serviços Diversos" com 1,7% e "Hotéis, Cafés e Restaurantes" com 1,4%, de acordo com relatório mensal sobre o índice de preços no consumidor do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Especialistas voltam a questionar os indicadores do INE, tendo em conta o custo de vida e a depreciação da moeda angolana. A escassez de alguns produtos da cesta básica que tem causado o aumento dos preços é outra preocupação dos economistas e empresários e levou até o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José Massano, no início do mês, a admitir que o banco central poderá rever a meta de inflação para este ano, fixada em 18%, caso a evolução dos preços nos próximos meses o justifique. Massano revelou que a seca e as dificuldades na importação estavam a provocar restrições na oferta de produtos alimentares, fazendo disparar os preços.

Em termos homólogos, a inflação situou-se nos 24,7%, registando um acréscimo de 5,1 pp em relação à observada em igual período do ano anterior. Os preços, em termos homólogos, ainda estão muito
acima da meta do Governo que prevê, para o exercício de 2021, uma inflação anual de 18%, o que compara com os 25,1% registados no final de 2020.

Desaceleração em Março

A desaceleração da inflação, de acordo com especialistas, não era esperada e permanece a dúvida sobre os indicadores dos preços em Angola. O economista José Lopes explica que a nossa conjuntura macroeconómica não nos permite abrandar o ritmo do custo de vida, como o INE nos mostrou relativamente ao mês de Março. José Lopes questiona o aumento dos preços em Março e diz que a variação de 1,7% levanta sérias dúvidas, mas reconhece que se trata do indicador oficial, mesmo que a realidade nos mostre um custo de vida muito elevado.

(Leia o artigo integral na edição 620 do Expansão, de sexta-feira, dia 16 de Abril de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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