Deloitte e conselho fiscal voltam a chumbar contas das Edições Novembro

Deloitte e conselho fiscal voltam a chumbar contas das Edições Novembro
Foto: César Magalhães

A proprietária do Jornal de Angola regressou aos prejuízos em 2020, depois de em 2019 ter registado lucros. O auditor externo escusa-se a emitir opinião sobre as contas pelo terceiro ano consecutivo, o que evidencia que a real situação da empresa, que depende do Estado para sobreviver, será bem pior que o espelhado.

As Edições Novembro passaram de lucros de 718,5 milhões Kz em 2019 para prejuízos de 59,8 milhões em 2020, de acordo com o relatório e contas de 2020 da proprietária de títulos, como o Jornal de Angola ou o Economia & Finanças, que viu a auditora externa, a Deloitte, a escusar- se a emitir opinião sobre o exercício, à semelhança do que já tinha feito em 2019 e 2018. Já o conselho fiscal repete a decisão de 2019 e diz não estar em condições de propor a aprovação do relatório e contas.

A empresa continua a depender dos subsídios operacionais do Estado para sobreviver, já que esta verba representa 87% dos 6,1 mil milhões Kz registados em proveitos operacionais em 2020, de acordo com as demonstrações financeiras publicadas a 5 de Junho no Jornal de Angola.

Em 2020, foram vendidos 1,8 milhões de jornais, menos 837 mil que em 2019, o que se traduziu numa quebra de 27% nas vendas para 62,9 milhões Kz. Só o Jornal de Angola representou 93% dos jornais vendidos. Se a venda de jornais caiu, o mesmo aconteceu com a publicidade, com a empresa a facturar 730 milhões Kz (-26% face a 2019) com a venda de 42.183 espaços comerciais (-13%).

(Leia o artigo integral na edição 628 do Expansão, de sexta-feira, dia 11 de Junho de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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