SADC "irritada" com a presença de tropas ruandesas em Moçambique

SADC "irritada" com a presença de tropas ruandesas em Moçambique
Foto: D.R.

A ministra da defesa da África do Sul, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, lamentou o facto de o Ruanda se ter antecipado no envio de tropas para Moçambique antes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), uma vez que o esperado era que os militares deste país fossem desdobrados sob o mandato da organização da sub-região da África Austral.

Nosiviwe referiu que a SADC não exerceu nenhum tipo de monitoramento ao processo de desdobramento das forças ruandesas uma vez que o referido destacamento resulta de um acordo bilateral entre o Ruanda e Moçambique.

O início do destacamento da "Força de Desdobramento Rápido" da SADC na província moçambicana de Cabo Delgado estava programada para esta semana, seriam estas tropas avançadas que posteriormente definiriam os moldes de envio de toda a "Força em Estado de Alerta" da SADC. No entanto, enquanto a 9 de Julho Moçambique não tinha ainda concedido a autorização formal para a entrada das referidas tropas da organização sub-regional, o país do Índico começou a receber no mesmo dia um contingente composto por 1.000 soldados e polícias ruandeses.

O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou que o pedido de ajuda militar ao Ruanda foi efectuado com a autorização das lideranças da SADC. No entanto, de acordo o Daily Maverick, citando uma autoridade sul-africana, a SADC não está satisfeita com o envolvimento do Ruanda, porém, a organização regional não tem alternativa em relação a este facto, uma vez que a decisão resulta de um posicionamento do chefe de Estado moçambicano.

Liderança das forças

Além das movimentações confusas assumidas por Filipe Nyusi, a liderança do contingente da SADC tornou-se um outro ponto de discórdia. Está instalada uma disputa sobre a qual dos Estados-membros cabe liderar as forças em Moçambique. Ainda segundo Nosiviwe Mapisa-Nqakula, peritos militares da SADC que encabeçam a planificação das forças propuseram originalmente que um major-general sul-africano comandasse a "Força em Estado de Alerta", tendo como coadjuvante um coronel do Botswana.

(Leia o artigo integral na edição 633 do Expansão, de sexta-feira, dia 16 de Julho de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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