Contentores marítimos formam um novo espaço de restauração

Contentores marítimos formam um novo espaço de restauração
Foto: Lídia Onde

Um novo modelo de restauração em Luanda que consiste em contentores marítimos transformados no local teve um investimento directo de 500 milhões Kz, e será aberto ao público dentro de 20 ou 30 dias, segundo o proprietário do projecto "Food Court" , Cláudio Santos.

"Este novo modelo de negócio surge da necessidade de trazermos alguma diferença quer para o mercado da restauração, quer para o imobiliário. Independentemente das crises que existam, nós voltamos a investir com dimensão para superar o problema da desvalorização da moeda", referiu o jovem empresário.

Com 16 espaços de restauração, um espaço totalmente dedicado a crianças e uma escola de dança, o projecto empregará 200 a 250 pessoas directamente e vai também envolver mais de 25 empresas que actuam no mercado de Luanda, entre investidores, operadores e parceiros financeiros.

Em declarações ao Expansão, o empresário destacou que foi produzido um investimento imobiliário a custo controlado a favor dos operadores que vão funcionar nos espaços. "Construímos um projecto onde trazemos um parceiro financeiro para apoiar os operadores e fizemos parte da gestão do complexo. Trouxemos
a Unicrédito para conceder créditos aos operadores que aqui se encontram, não são todos que aderiram, mas os que aderiram ao processo estão satisfeitos", mencionou. E acrescentou: "os operadores de microcrédito estão limitados em conceder créditos no valor de um a dois milhões Kz e tivemos o cuidado de respeitar o imperativo do BNA".

O projecto está instalado num espaço geográfico de 1.500 metros quadrados na Ilha de Luanda e tem a capacidade para acolher 400 pessoas sentadas. Cada um dos 16 espaços está arrendado no valor de 100 a 200 mil Kz por mês. Mas, conforme o gestor, todas as lojas já estão ocupadas . Os contentores estão pintados com o rosto de várias personalidades de Angola e do mundo.

O objectivo agora passa por expandir o projecto a outros municípios da capital, bem como em todo o território nacional nos próximos dois anos. "Nesta altura estamos a estudar o melhor local para lançar o próximo projecto na mesma linhagem. Há perspectivas de expandir para o Cazenga ou Sambizanga, numa primeira fase. E fora da província, o melhor é irmos para praças mais estruturadas e com mais disponibilidade para despesas, como a zona litoral", disse.

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