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SGS Angola reforça operações na área da agricultura

Certificação

Companhia garante que quer acompanhar o esforço de diversificação da economia e foca-se noutras áreas para além do petróleo e gás. Laboratório de testes a petróleo bruto no Cacuaco implicou investimento de cerca de 1 milhão USD e deverá ser liderado por angolanos dentro de dois anos. Empresa afasta despedimentos.

 

A SGS Angola vai reforçar a aposta na actividade agrícola, numa altura em que a área petrolífera está em queda e o País aposta na diversificação da economia, revelou o responsável para África da multinacional de análises e certificação de produtos e equipamentos. Em entrevista ao Expansão, Fred Herren avançou que a formação dos colaboradores é outra das prioridades da companhia, no âmbito do processo de angolanização de quadros.

O sector petrolífero pesa cerca de 40% no negócio, mas a companhia tem também valências, para além da agricultura, em hotelaria, turismo, área diamantífera química, ambiente e higiene e segurança alimentar, fazendo análises, consultoria e planeamento e formação de pessoal, destacou o responsável.

Fred Herren admitiu que, apesar da quebra do preço do petróleo, o crescimento económico de Angola continua a criar condições para "atrair investimento privado". E a SGS Angola, garantiu, quer ser "um parceiro do Estado na diversificação da economia". Há cerca de três meses, a companhia colocou em funcionamento, no Cacuaco, Luanda, um laboratório de testes a petróleo bruto, no qual investiu cerca de 1 milhão USD (125 mil milhões Kz).

O objectivo da infra-estrutura, explicou ao Expansão o director-geral da companhia no País, é realizar análises para as empresas do sector petrolífero que actuam em Angola. No laboratório, disse Jorge Correia, a SGS Angola testa características moleculares e químicas do petróleo bruto, como o conteúdo de enxofre, entre outras. A operar o laboratório estão "profissionais munidos de conhecimentos académicos e científicos" e com capacidade para "transmitir conhecimento a técnicos angolanos", de forma a que estes possam assumir a sua liderança "dentro de dois anos", garantiu.

Facturação deve subir 10% este ano

Jorge Correia desvalorizou o impacto da crise económica na actividade da empresa, tendo em conta que a SGS Angola está presente em várias áreas, e garantiu que a companhia tem conseguido "manter os funcionários e a estabilidade" ao longo do tempo.

Este ano, revelou o gestor, a empresa espera facturar cerca de 22 milhões USD (2,75 mil milhões Kz), mais 10% face aos cerca de 20 milhões USD atingidos no ano passado. "O principal objectivo é ultrapassar os valores conseguidos em 2014", disse. Questionado se houve ou haverá despedimentos até ao final deste ano, Jorge Correia garantiu que essa hipótese está afastada. A SGS Angola, disse, não procedeu a despedimentos, apesar da crise, tendo até contratado pessoas no âmbito do seu processo de angolanização de quadros.

Nesta altura, a empresa tem 140 trabalhadores no País, dos quais cerca de 80% são angolanos. A SGS, de origem suíça, tem um volume de facturação a nível mundial de cerca de 6,1 mil milhões USD (753,8 mil milhões Kz), tendo Angola um contributo de apenas 0,32%. O grupo assume-se como líder mundial no domínio da inspecção, verificação, análise e certificação.

Fundada em 1878, a multinacional conta com mais de 48 mil funcionários no activo e opera globalmente uma rede de mais de mil escritórios e laboratórios. Em Angola, a empresa detém escritórios em Luanda, Cabinda, Lobito, Namibe e Cunene (Santa Clara), e conta actualmente com uma equipa de técnicos especializados nas diversas áreas em que presta serviço.

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