Standard Bank é a sétima admitida à Bolsa e estreia com 6.215 novos accionistas
O sino tocou e a bolsa voltou a despertar. Chegada do SBA mexe com os preços, redistribui a atenção dos investidores e reacende o movimento num mercado que procura ganhar profundidade. Depois da operação, o Standard Bank Group fica com 75% do capital, o Estado com 15% e os novos accionistas com 10%. SBA passa a dividir o palco com BAI, Caixa Angola, ENSA, BODIVA, BFA e Unitel.
Com o tradicional "Ring the Bell", realizado esta semana, o Standard Bank Angola (SBA) estreou-se no mercado de acções da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), concluindo o processo de dispersão em bolsa de 34% do capital anteriormente detido pelo Estado. Com a operação, o SBA tornou-se a sétima empresa cotada em bolsa e o quarto banco admitido à negociação, depois da abertura do mercado de acções, em 2022, com a entrada do BAI. O toque do sino da BODIVA, que admitiu o Standard Bank Angola no mercado, foi feito por volta das 09h30, horário que tradicionalmente é tocado o sino da Bolsa de Valores de Nova York, um ritual adoptado por bolsas de valores em vários mercados internacionais que assinala momentos relevantes para os mercados de capitais.
A Oferta Pública de Venda (OPV) do SBA atraiu 8.183 investidores, dos quais 6.215 foram contemplados e tornaram- -se novos accionistas do banco. Com isso, a operação registou uma procura global de 403,4 mil milhões Kz, correspondente a uma taxa de cobertura de 181,96% da oferta, o que significa que a procura foi quase duas vezes superior ao número de acções disponibilizadas. O interesse foi particularmente elevado entre os investidores do segmento do público em geral, cujas ordens superaram em 378,7% a quantidade de acções disponibilizada pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), em representação do Estado.
Assim, do total de 34% do capital colocado à venda, o Standard Bank Group Limited (SBGL), que já detinha o direiro de preferência, adquiriu 24%, correspondentes a 3,36 milhões de acções, ao preço unitário de 41.220,24 Kz. Com esta parcela, o Estado arrecadou cerca de 138,5 mil milhões Kz. Já os restantes 10% do capital, equivalentes a 1,4 milhões de acções, foram destinados a pequenos investidores e ao público em geral, ao preço de 50 mil Kz por acção.
Esta tranche permitiu ao Estado encaixar cerca de 70 mil milhões Kz. Contas feitas, a operação movimentou aproximadamente 208,5 mil milhões Kz. Antes da operação, o SBGL detinha 51% do Standard Bank Angola, enquanto o IGAPE, em representação do Estado, controlava os restantes 49%. Deste último bloco, 34% foram colocados à venda através da OPV. As acções tinham anteriormente pertencido à AAA Activos, holding de Carlos São Vicente, e foram apreendidas pelo Serviço Nacional de Recuperação de Activos da Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito de processos relacionados com crimes de peculato e branqueamento de capitais...











