Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Mundo

África: FMI melhora crescimento de exportadores de petróleo

APESAR DA GUERRA NO IRÃO, PREVISÕES DO FMI MOSTRAM UM PRIMEIRO SEMESTRE MELHOR DO QUE O PREVISTO

Apesar de rever em alta o crescimento global, as perspectivas a médio prazo "continuam fracas em comparação com os padrões históricos e desiguais entre países", reflectindo, em parte, diferentes graus de preparação para a inteligência artificial e a robustez do mix energético", refere o FMI.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em alta as previsões de crescimento para a África Subsariana (4,5%) e para a economia global (31,1%), face às previsões de Julho, após um primeiro semestre em que a actividade económica "superou as expectativas", apesar da guerra prolongada no Médio Oriente e das tensões comerciais persistentes. O grande impulsionador da procura foi a Inteligência Artificial, guiada por "fortes investimentos", mas as restrições energéticas e a incerteza prolongada podem "prejudicar" esse ímpeto, alerta o FMI no World Economic Outlook de Outubro.

"A economia global não está simplesmente a desacelerar ou acelerar, o crescimento está a ser realocado entre os países conforme a exposição de cada um ao choque de oferta decorrente da guerra e à força da procura relacionada com a Inteligência Artificial (IA)", lê-se no relatório, divulgado terça-feira, durante as reuniões de Outono do FMI e do Banco Mundial, em Banguecoque, Tailândia.

A utilização de reservas e a adaptabilidade "ajudaram as economias a resistir" aos choques negativos, melhorando as previsões de crescimento face a Julho, embora a previsão se mantenha igual à de Abril, graças a medidas de apoio fiscal e menor procura energética do que em décadas anteriores.

Face à resiliência demonstrada, o FMI aponta a crescimentos de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, para a economia global, um pouco menos do que os 4,4% projectados para os países emergentes e em desenvolvimento, após um crescimento de 3,7% em 2026. E

ste grupo inclui a região subsariana, onde as economias de baixo rendimento e os exportadores de petróleo crescem mais. Já as economias avançadas têm as taxas de crescimento mais modestas, com a Zona Euro a crescer 1,1% em 2026 e 1,2% em 2027 e os EUA 2,3% este ano e no próximo.

As economias africanas têm demonstrado uma resiliência notável nos últimos anos, como destacou o grupo de governadores africanos, reunido em Banguecoque. Apesar das repercussões da guerra no Médio Oriente, o crescimento no continente africano deverá manter-se nos 4,5% este ano, enquanto a inflação deverá abrandar para 9,3%, um nível que continua, ainda assim, elevado. Em média, as reservas externas mantêm-se adequadas. No entanto, as vulnerabilidades da dívida continuam elevadas em várias economias, com o serviço da dívida a absorver recursos escassos...

Leia o artigo integral na edição 898 do Expansão, sexta-feira, dia 16 de Outubro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo