Os vícios, o nepotismo e a corrupção
Vivemos tempos brutalmente conturbados. No campo político, as democracias insistem em não se firmarem a contento, e cada vez mais os eleitores se mostram desiludidos pelas elites políticas mundo fora.
Na economia, o descrédito é total. Chegamos ao cúmulo da incompetência dos governos, da exaustão do enriquecimento ilícito de políticos e ao fundo do poço da miséria dos cidadãos. As democracias pouco se diferenciam das monarquias e das ditaduras.
Basta olhar à nossa volta. Enfim, o capitalismo parece estar fétido, dando indicações de colapso. Em África, pior. A miséria multiplica-se e afunda as economias já insustentáveis. A ela juntam-se a desonestidade, a corrupção desnivelada, os vícios, a troca de favores e o nepotismo.
Arrastada por estes males, a miséria aprofunda-se e os cidadãos maquinam fórmulas de sobrevivência.
Diante de todos estes males, a excepção faz a regra. Quem pode fazer do nepotismo regra, fá-lo. Quem não pode, corrompe, e quem não pode nenhum dos dois, inventa vícios. É cada vez mais difícil definir as
fronteiras que os separam.
(Leia mais na edição em papel do Expansão)
*Docente universitário














