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Angola

Contas de falecidos alvo de fraudes

11 DE MAIO - BANCA

Saques ilícitos em contas bancárias de clientes falecidos têm vindo a aumentar em diversas entidades financeiras do País. Fraudes são protagonizadas pelos próprios bancários, em parceria com familiares. SIC diz que acção é dos principais motivos de despedimento no sector.

A gestão ou resolução de litígios que envolvem contas bancárias de clientes falecidos tem sido um Problema pouco fácil de resolver na banca angolana. Muitos são os herdeiros que encontram dificuldades no acesso às heranças deixadas pelos seus entes-queridos causadas pela falta de informação ou, até mesmo, devido a fraude bancária desencadeada por funcionários das instituições que actuam com acumplicidade de parentes dos titulares das respectivas contas.

Sobre a questão, Adriano Narciso contou ao Expansão que perdeu o pai há mais de quatro meses. Contudo, a família tem encontrado dificuldades no acesso aos valores monetários que este deixou no Banco de Poupança e Crédito (BPC), razão pela qual foram forçados a constituir advogado para tentar ver o impasse resolvido.

"Comunicámos ao banco o falecimento do nosso pai, eles bloquearam a conta e, até aí, tudo bem. Encaminharam-nos para a direcção jurídica de contencioso mas, de lá para cá, tudo ficou estagnado. Tivemos de constituir advogado para resolver a situação, porque é muito cansativo andar de um lado para o outro e as coisas permanecerem no mesmo ponto", lamentou o herdeiro.

A propósito, a directora jurídica do BPC, Zareth Silva, admitiu, no programa Azimute, da RNA, que a instituição recebe, diariamente, muitos herdeiros nesta condição. Afirmou, por outro lado, que "o levantamento de saldo em conta de clientes falecidos é uma das actividades mais frequentes no BPC".

Ao Expansao, fonte do Serviço de Investigação Criminal (SIC) confidenciou que este tipo de fraude é dos principais motivos de despedimento no sistema financeiro, sendo que as "negociatas" entre colaboradores dos bancos e supostos herdeiros ocorrem, principalmente, em Luanda, tendo como principais vítimas militares, polícias e funcionários públicos.

(Leia mais na edição em papel do Expansão)

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