Infotur fica com 12 hotéis da rede AAA e IGAPE com 15
Dos 35 hotéis da rede AAA, que falharam no leilão electrónico realizado em Maio de 2024, o Estado Angola vai assumir a gestão de 12 hotéis, através do Infotur (Instituto de Fomento Turístico de Angola), entidade pública supervisionada pelo Ministério do Turismo.
E 15 vãoficar na gestão do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) com "vista à conclusão das obras e eventual reconversão" para voltaram a ser vendidos ou entregues a exploração, conforme o Despacho Presidencial n.º 99/25, de 31 de Março.
Segundo o documento, as 12 unidades hoteleiras da rede de hotéis IU, IKA e BINA transferidas para o Infotur são as que tem execução das obras abaixo dos 50%. Tratam-se das unidades IKA do Lubango e Talatona, bem como as unidades IU do Cacuaco, Cuito Huambo, Luena, M"Banza Congo, assim como N"Dalatando e Sumbe. As Torres A, B e C de Viana também vão ser geridas pelo Infotur.
O despacho justifica a transferência como sendo parte da redefinição da "estratégia de exploração das unidades hoteleiras IU, IKA e BINA, mediante enquadramento política do sector de actividade hoteleiro".
Por outro lado, a transferência dos 15 hotéis para o IGAPE é para efeitos de realização de parcerias com entidades públicas ou privadas com vista à conclusão das obras. Destes destacam-se os hotéis IKA de Caxito, Luena, Malanje, M"Banza Kongo e também as unidades de Ndalatando, Ondjiva, Soyo e Uíge. O IGAPE vai também gerir as unidades IU de Lobito, as Torres A, B e C, bem como a Torre A de Malanje e as Torres A, B e C de Santa Clara, no Namibe.
Noutro despacho, foi autorizada a privatização por via de concurso público de 8 unidades na modalidade de cessão do direito de exploração e alienação. Diferente da modalidade anterior (leilão electrónico) que não correu como era desejado, devido à dispersão dos hotéis em zonas pouco atractivas e fraca taxa de ocupação, agravada pelo contexto económico.
Recorde-se que na primeira tentativa de privatização estavam no pacote 39 hotéis, mas apenas 4 foram vendidos no valor global de 14,1 mil milhões Kz, mas até a data o Estado só encaixou 4,3 mil milhões Kz, estado em incumprimento mais de 6,3 mil milhões.