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Angola

Promessa de eleições presidenciais directas

Campanha Eleitoral UNITA

A UNITA garante que em caso de vitória, a escolha do Presidente da República passará a ser separada da escolha do governo. Ou seja, a UNITA quer que o País volte a ter eleições presidenciais e legislativas, modelo que o País realizou apenas em 1992. Terminou a campanha hoje no Cazenga, em Luanda.

Em 30 dias de campanha eleitoral o presidente da UNITA Adalberto Costa Júnior presidiu em 13 das 18 províncias do País actos de massas na busca ao voto para as eleições de 24 de Agosto. A caminhada começou em Benguela e terminou em Luanda, mas não foi a Cabinda, Cuanza Sul, Namibe, Cuando Cubango e Uíge.

Acompanhado pelos membros do seu Governo Inclusivo e Participativo (GIP), com destaque para o número dois da sua candidatura, Abel Chivukuvuku e do presidente do Bloco Democrático Filomeno Vieira Lopes, que em caso de victória do "Galo Negro" presidirá a Assembleia Nacional, o líder da UNITA foi apresentando o seu manifesto político assente em quatro eixos estratégicos de governação que passam pela emergência nacional, reforma do Estado, responsabilidade e solidariedade social e desenvolvimento económico e sustentável.

Ao longo da campanha, a UNITA foi "desfilando" a sua proposta com críticas a governação de João Lourenço e entre promessas, o partido liderado por Adalberto Costa Júnior prometeu alterar a Constituição da República, dando início ao processo de reforma do Estado e acabar com o actual sistema de escolha de governo.

Em jeito de desafio, a UNITA garante que em caso de victória, a escolha do Presidente da República passará a ser separada da escolha do governo. Ou seja, a UNITA quer que o País volte a ter eleições presidenciais e legislativas, modelo que o País realizou apenas em 1992.

No rol de promessas, o líder do "Galo Negro" também promete abandonar a liderança do seu partido caso vença as eleições para que possa dedicar-se exclusivamente ao País.

Outra "garantia" data também pelo partido dos "maninhos" é de que em caso de vitória, vai implementar as autarquias no País. Aliás, esta questão dominou parte significativa da campanha eleitoral e foi assunto em comícios de diferentes partidos. A UNITA promete que com a sua governação a País vai realizar eleições autárquicas no período de um ano.

A UNITA também se propõe a acabar com o desemprego, fome, aumentar o salário mínimo nacional da função pública em 150 mil Kz e 65 mil Kz o salário nacional mínimo, embora não tenha explicado como iria equilibrar o OGE e de onde iria sair essa verba

A campanha eleitoral também ficou marcada com acusações entre os candidatos da UNITA e MPLA. Em comício, o cabeça de lista do partido que sustenta o governo acusou o partido do "galo Negro" de estar a ser financiado com dinheiro de "marimbondos" saído ilegalmente do País, mas sem dizer directamente o nome da UNITA. Em reação, o maior partido na oposição apontava o dedo ao seu maior concorrente de ser o maior beneficiário da corrupção que o País mergulhou. No início da campanha Alberto da Costa Júnior alimentou com bastante convicção nas suas intervenções o discurso da fraude, que veio depois veio a baixar com o decorrer dos dias.

A fuga ao debate foi outra acusação trazida ao cimo dos palanques, mas aqui foi a UNITA a incriminar o líder do MPLA de fugir ao frente-a-frente entre os candidatos. Situação minimizada pelo "partido dos camaradas" por entender que o debate não era necessário, porque as suas realizações falam por si.

Entre as acusações e suspeições, a que mais se falou foi o movimento "votou sentou", pedido pela UNITA, até no último dia da campanha eleitoral em Luanda.

O partido liderado por Adalberto Costa Júnior vê neste movimento a maneira de melhor controlar às urnas no dia 24 e evitar a eventual fraude, por isso pede aos seus militantes e simpatizantes que depois da votação não arrendem o pé das assembleias de voto e fiquem no perímetro previsto por lei.

Posição criticada pelo MPLA que vê neste apelo da UNITA uma forma de desobediência que poderá pôr em causa a lisura do processo eleitoral.

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