Por cada 100 empregos criados, 88 foram na informalidade
Nova metodologia do INE que arrancou no final de 2025 empurrou informais e desempregados para a inactividade, indicando que metade da população em idade activa não procure trabalho. Dentro dos 10.452.877 de inactivos, 4.713.326 querem trabalhar mas já nem procuram emprego. É o desalento a ganhar força.
O número de empregados cresceu em 686.090 no I trimestre de 2026 face ao final de 2025, mas apenas 79.695 ingressaram no mercado de trabalho formal, enquanto 606.395 viram a informalidade abrir-lhes as portas para o ganha-pão, de acordo com cálculos do Expansão com base no Inquérito Sobre o Emprego em Angola relativo ao I trimestre, publicado esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Contas feitas, por cada 100 "no vos" empregados no I trimestre face ao final do ano passado, apenas 12 conseguiram ingressar em empregos formais, que oferecem estabilidade e acesso a direitos laborais fundamentais garantidos pela Lei Geral do Trabalho, como férias e subsídio de férias. Face ao final de 2025, a taxa de emprego informal cresceu de 78,2% para 78,9%, um crescimento de 606.396 pessoas para um total 7.579.656 trabalhadores informais (ver tabelas).
Também a taxa de desemprego cresceu, ao passar de 20,2% para 21,3%, representando mais 347.311 desempregados face a Dezembro de 2025, para um total de 2.593.206 desempregados. Também a taxa da força de trabalho passou de 49,6% para 53,8%, ou seja, mais 1.033.401 pessoas com mais de 15 anos estavam disponíveis para trabalhar no final de Março. Estes números são bastante inferiores aos do passado, já que o INE implementou novas metodologias no inquérito sobre o emprego em Angola, que deram início a uma nova série estatística a partir do IV trimestre de 2025.
A nova metodologia acabou por "empurrar" informais e desempregados para a inactividade. Agora, com esta metodologia, os dados do INE sugerem que ...











