Saltar para conteúdo da página

EXPANSÃO - Página Inicial

Angola

Angola na cauda do crescimento económico da África Subsariana

PREVISÕES DO FMI DATADAS DE ABRIL

Os dados publicados mostram que, tendo como base 2020, o valor acumulado para o crescimento do PIB de Angola até ao final 2023 está estimado em 7,1%. A média para a região é 12,8% e apenas 5 entre os 45 países têm valores mais baixos. O Ruanda lidera com uma previsão de 25,9%.

Os números divulgados pelo FMI para a recuperação económica na África subsariana, fazendo as projecções para o crescimento do PIB até 2023, mostram que Angola será dos países que terá um menor crescimento acumulado para este período: num universo de 45 países aparece na 39ª posição. A média para a região, tomando por base o ano 2020, é 12,8% sendo que para Angola a projecção é de apenas 7,1%.

Os números do FMI para o crescimento económico anual 2021-2023 permitem, tomando como base o ano de 2020 onde os efeitos da pandemia foram maiores, analisar aquilo que é a retoma prevista para cada um dos países. Através da aplicação da fórmula de progressão geométrica ano-a-ano, é possível calcular o percentual acumulado esperado até ao final do período, medindo assim o aumento do PIB entre 1 de Janeiro de 2021 e 31 de Dezembro de 2023.

Apesar de todos os esforços e medidas que vão sendo tomadas, Angola aparece nos últimos lugares deste ranking, com índices de crescimento mais de três vezes abaixo das nações que estão nos primeiros lugares - Ruanda, Senegal e Botswana - e apenas acima do Lesoto, São Tomé e Princípe, Chade, Congo Brazzaville e Guiné Equatorial.

Na região da SADC, o País aparece em penúltimo e só o reino do Lesoto (6,9%), um pequeno país com 30,3 mil quilómetros quadrados e cerca de 2,2 milhões habitantes, incrustado dentro do território sul-africano, apresenta uma previsão de crescimento económico inferior a Angola. Olhando para outros países na região com quem existe maior proximidade, a RDC tem uma previsão de crescimento de 20,4%, o Zimbabué surge com 13,3%, a Zâmbia com 11,4%, a África do Sul com 8,4% e a Namíbia com 7,6%.

Já se a comparação for feita no espaço lusófono, Angola fica abaixo de Cabo Verde (19%), Guiné Bissau (12,6%) e Moçambique (11,4%), mas à frente se São Tomé e Príncipe (6,9%) e Guiné Equatorial (-4,7%). Aliás, a nação de Teodoro Obiang Nguema é o único país da África subsariana que não irá crescer neste período, de acordo com as previsões do FMI.

(Leia o artigo integral na edição 673 do Expansão, de sexta-feira, dia 06 de Maio de 2022, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)