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Angola

Num mês preços sobem em média 3% no formal e 15% no informal

CINCO SEMANAS APÓS O NATAL

Preços da farinha musseque, fuba de milho e peixe carapau foram os que mais subiram no mercado informal. Açúcar e feijão estavam entre os produtos que mais subiram no ano passado, mas inverteram a marcha e registaram as maiores reduções

Os preços de alguns dos principais produtos da cesta básica aumentaram em média 3% nos mercados formais e 15% nos informais, entre os dias 18 de Dezembro de 2024 e 29 de Janeiro do corrente ano, de acordo com cálculos do Expansão com base nos produtos considerados fundamentais na dieta dos angolanos, numa ronda feita na cidade de Luanda, comparando os preços recolhidos nos mercados formais (Kero, Candando e Maxi) e informais (Catinton e Asa branca).

Nos mercados informais, onde foram verificadas maiores subidas nos preços entre os 19 produtos seleccionados, destacam-se a farinha musseque com um aumento de 67%, o equivalente a mais 200 Kz, a fuba de milho com 43% (mais 150 Kz) e a caixa de peixe carapau com 33% (mais 9.000 Kz). Já nos mercados formais, entre os 16 produtos seleccionados, o feijão-frade em lata Dona Maria com 56% (mais 420 Kz) e o pacote de leite Nido em pó com 20% ( mais 2.670 Kz), foram os bens alimentares que registaram os maiores aumentos nos preços. (Ver tabela).

Desde Maio de 2023 que se têm registado subidas mais acentuadas nos preços dos principais produtos da cesta básica. Este comportamento acompanhou a depreciação da moeda nacional (de quase 40%) juntamente com o impacto da subida do preço da gasolina até sinais de estabilização cambial em Julho do mesmo. No entanto, entre Julho e Agosto, foi possível notar o abrandamento dos preços com registo de reduções em alguns produtos da cesta básica. Por outro lado, existe também o factor especulação de preços que leva a aumentos exagerados. De Agosto a Setembro de 2023, por exemplo, mesmo com a estagnação da taxa de câmbio que se arrastava por um período de mais ou menos dois meses, os preços continuaram a registar aumentos mesmo que ligeiros e com casos de diminuição em alguns produtos, ou seja, continuaram a oscilar.

O kwanza está praticamente estagnado há sete meses, desde que ultrapassou a barreira dos 820 Kz por dólar, mesmo apesar da aparente estabilização cambial que se verifica há já alguns meses e, passadas cinco semanas desde o Natal, ainda se verificam aumentos acentuados nalguns produtos da cesta básica

Também houve diminuição nos preços

Ainda nos mercados informais, apesar de se registarem subidas nos preços da maior parte dos produtos, houve por outro lado alguns preços com a marcha inversa, como é o caso do feijão, que na última reportagem do Expansão (18 de Dezembro) apresentou a maior subida no preço, sendo agora dos que mais reduziu (feijão manteiga -37% e feijão catarino -23%) e vem apresentando uma tendência decrescente no último mês.

Importa também realçar que o açúcar foi dos produtos que mais subiu desde o início da desvalorização cambial em Maio, tendo sido também uma das principais causas da manifestação de descontentamento por parte de muitos entrevistados durante as reportagens do Expansão no referido período, tendo registado uma variação média de 137% de Maio a Novembro de 2023, ao sair de uma média de 675 Kz para 1.600 Kz respectivamente, no mercado informal. O cenário começou a apresentar mudanças na segunda semana de Dezembro, quando o preço se manteve inalterado. O preço passou agora para marcha inversa ao apresentar uma redução de 19%.

Além do feijão e do açúcar, destacam-se também o vinagre e o sal entre os bens que apresentaram variações negativas. Há ainda aqueles bens cujos preços mantiveram-se inalterados, como a farinha de trigo e o feijão preto em lata.

Leia o artigo integral na edição 761 do Expansão, de sexta-feira, dia 02 de Fevereiro de 2024, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)