Eleição de Tshisekedi mantém presidência da UA na SADC

Eleição de Tshisekedi  mantém presidência da UA na SADC
Foto: D.R.

O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Felix Tshisekedi, assumiu a presidência rotativa da União Africana, no domingo, na 34ª cimeira de Chefes de Estado e de Governo, substituindo no cargo Cyril Ramaphosa, numa altura em que África enfrenta a maior operação logística da sua história, para assegurar a vacinação de 60% da população contra a Covid-19 e pouco mais de um mês após a entrada em vigor da Zona de Comércio Livre Africana.

A presidência rotativa da União Africana (UA) mantém-se, assim, nas mãos de um Chefe de Estado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o único bloco regional que se apresentou, no sábado, com um candidato capaz de mobilizar os votos dos Estados membros, derrubando as intenções esboçadas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de avançar com uma candidatura, encabeçada pelo Presidente do Senegal, Macky Sall, que acabou por ser eleito como primeiro vice-presidente da UA.

Comoros e Egipto assumem a segunda e terceira vice-presidências, respectivamente no mandato que iniciou, numa cimeira virtual, com o passar da pasta a ser feito à distância. Tshisekedi tomou posse na sede da UA, em Adis Abeba, Etiópia, na presença do presidente da Comissão Africana, Moussa Faki Mahamat, enquanto Ramaphosa cedia o lugar, à distância, a partir de África do Sul.

O Presidente da RDC, que reforçou o seu poder no meio de conflitos internos após romper a coligação com o ex-presidente, Joseph Kabila, destacou o "momento simbólico" da sua tomada de posse, que coincide com os 60 anos da morte de Patrice Émery Lumumba, independentista congolês e um dos mais destacados membros do movimento pan-africanista.

A luta hoje é outra e exige outro nível de organização, como frisou Tshisekedi. O empossado presidente da UA deixou uma palavra de reconhecimento a Ramaphosa pela forma como conduziu a organização num ano de pandemia, que exigiu um esforço sem precedentes para mobilizar apoio internacional para a luta contra a Covid-19 no continente. A presidência de Ramaphosa conseguiu estabelecer a Plataforma Africana de Suprimentos Médicos, para ajudar os Estados-membros a aceder a medicamentos e equipamento médico e definiu uma estratégia continental de vacinação, que conta na recta final do seu mandato com uma doação de 25 milhões USD da operadora móvel sul-africana MTN para a aquisição de sete milhões de doses de vacina. Esta doação reforça as 270 milhões de doses adquiridas pela UA, em nome dos Estados-membros, graças a uma garantia do Banco Africano de Exportações e Importações de até 2 mil milhões USD.

(Leia o artigo integral na edição 611 do Expansão, de sexta-feira, dia 12 de Fevereiro de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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