Reivindicam apoio do Governo e estatuto de utilidade pública

Reivindicam apoio do Governo e estatuto de utilidade pública
Foto: César Magalhães

A Associação Angolana de Inventores e Inovadores reclama da falta de apoio do Governo, sendo que depois das participações em inúmeras exposições realizadas no exterior do País, ganharam mais de 60 medalhas (ouro, prata e bronze) conquistadas quando regressam ao País são atirados à sua sorte.

São várias as invenções desenvolvidas por 225 inventores registados na associação, como por exemplo, máquinas, aplicativos, robots, laboratórios, sistemas de automação, de electricidade, geradores inteligentes entre outros, referiu o presidente da organização, Bitombokele Lunguani. O responsável explicou que a organização foi criada em 2013 e nestes últimos anos têm mantido contacto com as instituições do Estado no sentido de registar a instituição no regime de utilidade pública e, até ao momento, não há resposta positiva. "O Decreto Presidencial n. ° 193/11, de 6 de Julho, sobre o regime jurídico geral de concessão do estatuto de utilidade pública, refere que as associações ou fundações só podem ser declaradas de utilidade pública ao fim de três anos de efectivo e relevante funcionamento e, uma das condições é a intervenção em áreas como o empreendedorismo, inovação, e desenvolvimento económico. Queremos beneficiar de dotações do Orçamento Geral do Estado, para darmos prossecução aos nossos projectos", lamentou. Bitombokele Lungani revelou ao Expansão que em 2018 a associação visitou o laboratório do Instituto Nacional de Petróleos do Cuanza Sul, com o embaixador da Suécia que pediu para que os inventores fizessem estágios na instituição, recebemos a informação de que o Ministério da Educação e a Sonangol "declinaram" a nossa proposta. Já o Ministério do Ensino Superior Ciência Tecnologia e Inovação (MESCTI) não está preocupado com a parte da ciência, tecnologia e inovação. "Apresentámos um laboratório móvel de física para ajudar os jovens a estudar a "trigonometria" e o MESCTI disse-nos que não tem condições para nos apoiar a fim de aperfeiçoarmos a máquina. Os projectos premiados andam atirados por aí... Está tudo abandonado por falta de apoio. O MESCTI só precisa dos inventores quando realiza feiras. A falta de apoio tem dificultado a industrialização das invenções angolanas," acrescentou.

(Leia o artigo integral na edição 611 do Expansão, de sexta-feira, dia 12 de Fevereiro de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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