Três produtos da cesta básica valem 60% do global para importação

Três produtos da cesta básica valem 60% do global para importação
Foto: Quintiliano dos Santos

Os pedidos de licenciamentos à importação dos produtos da cesta básica, para o mês de Janeiro, de acordo a estatística do Ministério da Indústria e Comércio (MINDCOM), a que o Expansão teve acesso, rondam os 153 milhões USD.

Produtos como óleo de palma, arroz corrente e frango lideram os pedidos de intenção de importação, valendo 60% do valor total. Ou seja, 91,6 milhões USD . Fazem ainda parte da lista dos produtos o óleo alimentar, leite em pó, carne bovina, açúcar, bolachas, massa alimentar, farinha de trigo, feijão e outros (ver gráfico). Apesar dos constantes investimentos financeiros do Governo, e da obrigação que pesa sobre a banca comercial, para o cumprimento do financiamento as empresas, no âmbito do Programa de Apoio à Produção Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), a produção nacional ainda não consegue dar resposta à procura destes produtos, que são de autoconsumo no País.

Segundo o MINDCOM, a procura pelo óleo de palma e arroz corrente, está relacionada com o normal e crescente funcionamento do sector industrial. O Ministério justifica que a procura pelo óleo de palma a sua larga utilização. Este produto não é apenas usado na alimentação. Serve também para a indústria, na produção de leite condensado, sabão e sabonete. Ao passo que o arroz corrente é igualmente utilizado como matéria-prima na indústria cervejeira.

De acordo com um economista, hoje, as famílias angolanas compram menos, devido as constantes perdas do poder de compra. Ou seja, o custo de vida das populações aumentou significativamente e, cada agregado familiar sente o peso no bolso todos dias.

Já o Ministério da Indústria e Comércio considera um indicador positivo à redução das importações dos bens da cesta básica em Janeiro, face ao mesmo período do ano passado.

Com base nos dados do MINDCOM, fazem parte da lista dos pedidos de licenciamento dos importadores, 18 empresas, que se configuram como os principais importadores de bens da cesta básica.

(Leia o artigo integral na edição 614 do Expansão, de sexta-feira, dia 5 de Março de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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