Eleições presidenciais no Congo este domingo com missão de observação chefiada por Angola

Eleições presidenciais no Congo este domingo com missão de observação chefiada por Angola
Foto: D.R.

Angola vai chefiar este domingo a missão de observação eleitoral para as eleições presidenciais na República do Congo, na sua qualidade de Presidente em exercício da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), representado pelo ex-chefe da diplomacia nacional, Manuel Augusto.

Mais de 2,5 milhões de eleitores são chamados ao acto de eleição do Presidente da República daquele país.

O actual chefe de Estado, Denis Sassou Nguesso, no cargo desde 2002, mas há 36 anos no poder no país, enfrenta seis pretendentes ao cargo, candidaturas que foram validadas pelo Tribunal Constitucional no dia 17 de Fevereiro.

Foi o próprio Sassou Nguesso que em 2015, depois da reforma da Constituição, retirou da "Magna Carta" a limitação do poder a dois mandatos presidenciais, pelo que o actual Presidente da República, com 77 anos, caso vença as eleições deste domingo, poderá manter-se por mais 5 ou 10 anos, na chefia do Estado.

De acordo com um comunicado divulgado este sábado, pelo Ministério das Relações Exteriores (Mirex), "a comitiva angolana, que se deslocou a Brazzaville, cumpre uma missão e responde ao convite do Governo da República do Congo à Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos para enviar uma Missão de Observação àquele país, com vista a acompanhar as eleições presidenciais".

A nota do Mirex refere que a cerimónia de lançamento oficial desta missão e apresentação do seu chefe, embaixador Manuel Augusto, decorreu hoje na capital da República do Congo, Brazzaville, com a participação do ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António.

A Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos foi criada com o objectivo de resolver questões de paz e segurança, após os conflitos políticos que marcaram a região em 1994.

A organização sub-regional integra Angola, República do Congo, Burundi, República Democrática do Congo, República Centro Africana, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Uganda e a Zâmbia.

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