Petróleo estabiliza acima dos 60 USD

Petróleo estabiliza acima dos 60 USD
Foto: D.R.

As cotações do petróleo negociaram em alta, sustentado pelas importações chinesas e pelas tensões no Médio Oriente. Os dois principais preços de referência, o Brent e o West Texas Intermediate, registaram uma variação semanal de mais de 2%, mantendo-se acima dos 60 dólares por barril. As importações chinesas subiram 38,1% em Março, o nível mais alto em quatro anos.

Só as importações de crude dispararam 12% em Março, o que reflecte uma maior procura desta commodity por parte do maior consumidor do mundo.

Outro factor que impactou positivamente sobre os preços do petróleo foram as notícias vindas do médio oriente relativas aos ataques contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita que terão sido efectuados por um movimento armado do Iémen, alegadamente apoiado pelo Irão. Os investidores estiveram receosos de que este facto resultasse em paralisações parciais da produção oriunda das plataformas afectadas.

Não menos importante, foi o relatório do Instituto Americano de Petróleo que mostrou que os inventários de petróleo no País caíram cerca de 3,61 milhões de barris na semana passada, pela terceira semana seguida de quedas.

Ainda sobre o mercado petrolífero, os Governos da Uganda e da Tanzânia assinaram um acordo com as empresas Total, da França, e a CNOOC, da China, para a construção de um oleoduto. O projecto está orçamentado em cerca de 3,5 mil milhões de dólares e transportará petróleo de Uganda à costa da Tanzânia, de onde deverão ser exportados aos mercados internacionais.

No mercado accionista, as principais bolsas do mundo negociaram, na generalidade, em alta. Na Europa, destacaram-se os índices da França e da Alemanha que subiram mais de 1%. Por seu lado, nos EUA, o destaque recaiu para o índice tecnológico Nasdaq que subiu mais de 2%. As negociações ao longo da última semana estiveram a ser afectadas pela perspectiva de uma subida da taxa de inflação dos EUA acima do previsto. No entanto, esta informação foi confirmada com o registo da subida da inflação para 2,6% em Março, de 1,7% no mês anterior e acima das expectativas do mercado que apontavam para um aumento de 2,5%.

(Leia o artigo integral na edição 620 do Expansão, de sexta-feira, dia 16 de Abril de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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