Acordo com Universidade de S. Paulo obriga bolseiros a estudar no Brasil

Acordo com Universidade de S. Paulo obriga bolseiros a estudar no Brasil
Foto: D.R.

Os estudantes de medicina ou médicos que queiram fazer pós- graduações, mestrados e doutoramentos, no âmbito do Programa de envio anual de 300 Licenciados/Mestres Angolanos com elevado desempenho e mérito académico para as melhores universidades do mundo, deixam de ter opção e são obrigados a estudar no Brasil, com a assinatura do acordo de Cooperação com a Fundação Faculdade de Medicina afecta à Universidade de São Paulo no Brasil.

Isso mesmo afirmou ao Expansão Milton Chivela, director do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE), em resposta a um pedido de esclarecimento sobre o teor do acordo que vai ser assinado com a Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, enquadrado pelo Despacho Presi
dencial n.º 36/21, de 7 de Abril. O "Programa 300" prevê o envio anual de 300 alunos com elevado desempenho e mérito académico em várias áreas para as melhores universidades do mundo. A escolha das universidades é da inteira responsabilidade dos candidatos à bolsa, com base nas 600 instituições presentes nos rankings da "Times Higher Education Rankings", "QS World University Rankings" e "ARWU-Shangai Ranking" de 2018 e inseridos dentro dos 26 países traçados pelo programa. Mas os estudantes de medicina ou os médicos não têm opção. Têm de ir obrigatoriamente para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo no Brasil, após serem submetidos às fases selectivas do "Programa 300".

De recordar que, na primeira edição do programa em 2019 e na segunda realizada em 2020, o INAGBE recebeu mais de 900 candidaturas, mas apenas 68 estudantes conseguiram preencher os requisitos exigidos para participar, embora nem todos tenham conseguido ingressar nas melhores universidades do mundo. Destes 68 alunos apenas 15 são médicos e ingressaram na Universidade de São Paulo, em Março deste ano, ou seja, antes da assinatura do acordo. O factor idade e a média igual ou superior a 16 valores foram as principais condicionantes na selecção dos candidatos.

(Leia o artigo integral na edição 620 do Expansão, de sexta-feira, dia 16 de Abril de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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