Suspensão de três canais pode atirar 640 pessoas para o desemprego

Suspensão de três canais pode atirar 640 pessoas para o desemprego
Foto: D.R.

Mais de 640 pessoas ficaram com o seu posto de trabalho em risco, após suspensão dos canais de televisão Zap Viva, Vida Tv e TV Record África, esta quarta-feira, dia 21, por decisão do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MTTICS) tornada pública dois dias antes. No canal Zap Viva a decisão afecta mais de 400 trabalhadores directos, na Vida Tv são 169 pessoas e na TV Record África 73.

Estes números não incluem os postos de trabalho indirectos, entre prestadores de serviços, parceiros, produtores e vendedores, entre outros profissionais.

Os trabalhadores destes três canais mostram-se apreensivos quanto ao futuro, numa altura em que escasseiam oportunidades de trabalho no país, sobretudo na área dos media.

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, Teixeira Cândido, disse ao Expansão que o órgão que representa esperava que as anunciadas suspensões não se concretizassem, pois, "não existem razões para que isso aconteça". Uma das consequências imediatas é justamente o desemprego dos profissionais que trabalham nestes três canais. Mesmo que fosse um único trabalhador "seria preocupante", mas "estamos a falar de muitas pessoas que são chefes de famílias".

Teixeira Cândido sublinha que a Lei de Imprensa é favorável aos detentores destas produtoras de conteúdos e não operadoras de televisão como equivocadamente se diz.

Os canais "na mira" do MTTICS manifestaram a sua reacção em comunicado, abstendo-se de falar nesta altura, em que decorre o processo de "registo para o exercício da actividade de televisão em Angola", como alega o ministério da tutela na fundamentação da medida anunciada. Todos eles referem que a decisão foi tomada, sem serem avisados com antecedência.

O Zap Viva informou na terça-feira, dia 20, numa nota do conselho editorial, que "deu entrada de um conjunto de documentos com vista a dar resposta às solicitações, de natureza administrativa, que nos foram notificadas ontem ao final da tarde pela primeira vez", para que possa continuar a chegar a "mais de 1,2 milhões de lares" em todo o território nacional. Numa nota interna, dirigida a trabalhadores, colaboradores e parceiros, a ZAP informa que nos últimos três anos "fez as mais diversas diligências junto do órgão competente - a DNICI - com o objectivo de dar total cumprimento aos procedimentos legais e regulamentares aplicáveis à sua actividade de produção de conteúdos".

(Leia o artigo integral na edição 621 do Expansão, de sexta-feira, dia 23 de Abril de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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