RDC é "terreno fértil" para a lavagem de dinheiro, conclui GAFI

RDC é "terreno fértil" para a lavagem de dinheiro, conclui GAFI
Foto: D.R.

Imobiliário e exploração mineira são dois sectores "muito vulneráveis" à lavagem de dinheiro na República Democrática do Congo. A avaliação do GAFI é demolidora. O país está exposto a inúmeros riscos. Fraca supervisão, mecanismos desadequados de prevenção, dolarização e muito dinheiro a circular facilitam lavagem.

A República Democrática "está particularmente exposta aos riscos" do branqueamento de capitais e de financiamento ao terrorismo (ML/FT) relacionados com a "integração no sistema financeiro das receitas da corrupção, desvio de fundos públicos" e exploração ilegal de recursos minerais, entre outras práticas criminosas que colocam o país numa situação de vulnerabilidade, conclui o Grupo de Acção Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI), no relatório de avaliação mútua ao país, concluído em Abril.

O documento de 176 páginas sublinha que as autoridades da RDC têm "fraco conhecimento dos riscos do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo a que estão expostos", o seu quadro legal "não está em conformidade com as recomendações do GAFI, revistas em 2012" e os recursos mobilizados não permitem que o quadro institucional produza resultados satisfatórios.

A estrutura da economia "com um forte sector informal, o uso extensivo de dinheiro devido ao baixo nível de inclusão financeira, a elevada dolarização da economia devido ao fraco controlo cambial operacional, a falta de um sistema de identificação fiável e a corrupção generalizada criam um ambiente propício ao crime e às actividades de branqueamento de capitais", conclui o GAFI.

(Leia o artigo integral na edição 626 do Expansão, de sexta-feira, dia 28 de Maio de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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