Lapidação ainda vale pouco mas abre caminho a novas oportunidades
O País exportou perto de 13 milhões USD em diamantes lapidados em 2020 e foi o máximo de todos os tempos. Este mesmo valor voltou a cair em 2021, para perto de 10 milhões USD, menos 24%. Ainda é pouco, mas o objectivo é fazer crescer o volume de negócios para acrescentar valor ao diamante angolano.
Angola exportou, no ano passado, 4 mil quilates de diamantes lapidados no valor de 9,8 milhões USD, o que representa uma queda de 24% face aos 12,9 milhões USD registados em 2020, indicam os dados da Empresa Nacional de Comércio de Diamantes de Angola (SODIAM), apresentados recentemente em Luanda num workshop alusivo à celebração do Dia Nacional do Mineiro. No mesmo período, o preço mé[1]dio dos diamantes transformados em Angola foram comercializados a 2,6 mil USD o quilate, um indicador, segundo fontes ligadas ao processo de lapidação de diamantes, que indica um caminho seguro para oportunidades de negócios, tendo em conta os preços dos diamantes brutos exportados pelas diamantíferas angolanas.
Sete empresas e uma filial em Saurimo operam no segmento da lapidação de diamantes, das quais quatro estão instaladas em Luanda e quatro na Lunda Sul. Os dados da SODIAM indicam que as fábricas de Luanda têm uma capacidade de lapidação de diamantes anual de 364 mil quilates, numa produção mensal de mais de 30 mil quilates. A empresa KGK é a única que tem instalações não só em Luanda mas também uma filial na Lunda Sul. As quatro empresas que se dedicam à lapidação e ao polimento de diamantes, na Lunda Sul, têm uma capacidade de processamento de 341 mil diamantes brutos anualmente e uma média de mais de 28 mil quilates por mês.
De recordar que desde o ano de 2005 que Angola tem vindo a apostar no segmento da lapidação e transformação de diamantes no sentido de ir além de um País meramente exportador de diamantes brutos, para lapidador, criando, inclusive, um "hub" de corte e lapidação, que é o Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo.
A primeira fábrica criada em Angola foi a Angola Polishing Diamond (APD), corria o ano de 2005 e catorze anos depois, em 2019, surgiu a Stone Polished Diamond (SPD), uma fábrica liderada por indianos. No mesmo ano, uma iniciativa de investidores angolanos foi lançada no mercado. Denominada Pedra Rubra, a empresa dedica-se à lapidação de diamantes e produção de jóias com diamantes angolanos. Em Novembro de 2019 foi criada a KGK, em Luanda e já em Agosto do ano passado foi lançada a Stardiam, Kapu Gems e a SCP, empresa da GemCorp.
A Endiama lançou também, no ano passado, a Stardiam, em Saurimo, para a lapidação de diamantes. Um desafio, de acordo com a administração da Endiama, que poderá criar mais emprego e garantir valor acrescentado aos diamantes produzidos em Angola. Para o ano em curso, de acordo com fontes do Expansão, mais três novas fábricas vão ser instaladas no Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo (PDDS).
(Leia o artigo integral na edição 672 do Expansão, de sexta-feira, dia 29 de Abril de 2022, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)











