Petróleo abre em baixa após cessar-fogo entre Israel e Líbano aliviar receios sobre Ormuz
Os preços do petróleo iniciaram a sessão desta quinta-feira em queda, após o anúncio de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano reforçar as expectativas de uma eventual descompressão do conflito no Médio Oriente e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de crude.
Apesar da pressão descendente, o mercado manteve-se cauteloso, limitando as perdas. Os contratos futuros do Brent, referência para as exportações angolanas, recuaram 77 cêntimos, ou seja, 0,8% para 97 USD por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, caiu 70 cêntimos, equivalente a 0,7%, negociando-se nos 95,3 USD.
A correção surge depois de ambos os contratos terem acumulado ganhos próximos de 2% na sessão de quarta-feira, impulsionados pelo agravamento das tensões na região, incluindo ataques iranianos contra alvos no Kuwait e operações militares norte-americanas nas proximidades do Estreito de Ormuz.
A descida dos preços foi, contudo, travada pelos dados mais recentes sobre as reservas comerciais de crude dos Estados Unidos, que registaram uma redução pela sexta semana consecutiva, alimentando preocupações quanto ao equilíbrio entre oferta e procura.
Mesmo num cenário de acalmia militar no Médio Oriente, a crescente escassez de petróleo poderá continuar a sustentar a valorização da matéria-prima. Segundo Robert Rennie, analista de matérias-primas do Westpac Banking Corp., citado pela Bloomberg, os preços do crude podem aproximar-se dos 130 dólares por barril no último trimestre do ano.
Entretanto, o Departamento de Estado norte-americano confirmou ao final da tarde desta quinta-feira que Israel e o Líbano chegaram a um entendimento para a implementação de um cessar-fogo. De acordo com a informação divulgada por Washington, o acordo está condicionado à interrupção total das operações do Hezbollah e à retirada dos seus combatentes da área situada a sul do rio Litani.
Segundo a Bloomberg, o entendimento foi alcançado após quatro rondas de negociações entre representantes de alto nível dos dois países, sob mediação dos Estados Unidos.











