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Economia

Preço médio de um cabaz com 18 produtos da cesta básica baixa 6% e fixa-se nos 350 mil Kz

RELATÓRIO DO IGAPE DOS PREÇOS VIGIADOS NOS PRIMEIROS QUATRO MESES DE 2022

O custo da cesta básica passou de 374 mil em Janeiro para 350 mil em Abril, de acordo com os dados do IGAPE sobre os produtos com preços vigiados, compilados no Terceiro Relatório Mensal de Preços, referente ao ano de 2022. O INE confirma que os angolanos gastam mais 50% do salário em alimentação e bebidas não alcoólicas.

O preço médio do cabaz da cesta básica baixou 6% de Janeiro a Abril deste ano, passando de 374 mil Kz para 350 mil Kz, uma diminuição de 24 mil Kz, segundo dados do Terceiro Relatório Mensal de Preços, referente ao ano de 2022, elaborado pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE). Esta queda, no entanto, está muito abaixo dos valores que têm vindo a ser apresentados pela Reserva Estratégica Alimentar, que apontam para uma descida dos preços dos produtos da cesta básica próxima dos 40%.

O relatório, que se debruça sobre o comportamento dos Preços dos Produtos alimentares em Regime de Preços Vigiados (PPV) nas Superfícies Comerciais, Retalhistas (Supermercados e Praças) e Armazéns Grossistas, traz o preço médio de 18 produtos da cesta básica considerados essenciais, como o arroz, a fuba de milho e o açúcar. O leite, carne seca, carne pojadouro, cebola, farinha de trigo, feijão manteiga, feijão catarino, frango congelado, leite em pó, massa alimentar, óleo de palma, óleo de soja, peixe carapau, sal e sabão em barra também integram o cabaz analisado mensalmente.

Ainda com base no relatório, a nível nacional, registou-se uma disponibilidade média por produto de 87,96%, sendo que apenas 8 dos 32 PPV apresentaram uma disponibilidade de 100% em todas as províncias. Os produtos com menor oferta foram a carne pojadouro, com 59,26%, e a carne seca, com 66,67% de disponibilidade total. Existem alguns produtos que contribuíram de forma directa para a descida dos preços, como são os casos do feijão manteiga, arroz e a carne seca, que apresentaram uma diminuição de, pelo menos, 30%, 28% e 16%, respectivamente, desde o início do ano.

A batata rena e o carapau foram os produtos que andaram em contramão, em relação aos demais, apresentando uma subida de 16% desde Janeiro. No caso da batata, registou um agravamento de 10 para 20% com a introdução da nova pauta aduaneira, enquanto o carapau manteve a taxa de 30%, tarifas que visam limitar a importação e proteger a produção nacional.

Os números do INE sobre o Índice de Preços nos Grossistas relacionam a queda nos preços dos principais produtos da cesta básica à valorização do kwanza face às duas principais moedas estrangeiras, o dólar e o euro, o que significa que tem havido maior disponibilidade de divisas, possibilitando, consequentemente, o aumento das importações destes produtos. Mas as isenções na importação de alguns dos produtos da cesta básica e a descida das taxas de IVA de bens de amplo consumo também pesaram na descida dos preços.

Importações pesaram na inflação

Com base no Índice de Preços Grossistas elaborado pelo INE, a inflação global do mês de Abril de 2022 foi de 1,47%, sendo os produtos importados os que mais contribuíram, com 0,94 pontos percentuais (pp), ou seja 64%, e os produtos nacionais, com 0,53 pp, o que corresponde a 36% do valor da inflação global. Durante o mês de Abril, os preços dos produtos nacionais aumentaram 2,23% comparados com os preços do mês de Março, sendo a primeira secção, que comporta a Agricultura, Produção Animal, Caça e Silvicultura, a que maior aumento de preços registou, com 2,41%.

(Leia o artigo integral na edição 684 do Expansão, de sexta-feira, dia 22 de Julho de 2022, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)

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