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Economia

Preço médio do barril angolano exportado em Março foi de 103,9 dólares

ACIMA DOS 61 USD INSCRITOS NO OGE

Algumas instituições nacionais e internacionais já apontam a uma possível revisão do quadro macroeconómico caso os preços em alta persistam nos próximos tempos. BFA aponta a cenário optimista, FMI e BM menos.

O preço médio de exportação do petróleo angolano em Março foi de 103,9 USD, o que compara com os 66,8 USD e 71,2 USD de Janeiro e Fevereiro, respectiva mente, apurou o Expansão. Contas feitas, em Março superou em 42,9 USD os 61 USD que o Governo inscreveu como preço médio para todo o ano de 2026, aproveitando a "boleia" da guerra entre Israel e EUA com o Irão, que tem restringido a circulação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.

Esta subida dos preços do barril de petróleo já levou várias instituições internacionais e nacionais a fazerem "contas à vida" e a projectarem novos quadros macroeconómicos para o País.

O mais optimista de todos, o BFA, considera que a alta de preços dos últimos tempos já configura um choque externo positivo, com impactos nas receitas fiscais, no sector externo e na liquidez da economia e a manter-se os preços na faixa entre os 80 e os 100 USD é "prudente equacionar uma revisão do cenário macroeconómico".

No reporte datado de 17 de Abril, o banco projecta um cenário com base num preço médio anual de 85 USD, o que permitiria passar de um crescimento da economia para 4,87% em 2026 bem como a desaceleração da inflação média de 12,56% para 11,54%. Também em termos de défice seria positivo, passando de um saldo negativo fiscal de -1,7% do PIB para um saldo positivo de 0,44%, e um rácio de dívida pública a passar de 50,1% do PIB para 47,9%. "Ain da assim, importa ressalvar que esta trajectória poderá ser menos favorável do que o sugerido.

O rácio da dívida pode registar uma redução mais limitada (ou, em determinados cenários, até aumentar) em resultado de uma possível prociclicidade da despesa pública, sobretudo em períodos eleitorais, onde a pressão para expansão da despesa tende a intensificar-se. Adicionalmente, níveis mais elevados do preço do petróleo implicam um aumento das despesas com subsídios aos combustíveis, o que restringe o esforço de consolidação fiscal e atenua os ganhos orçamentais inicialmente esperados", refere o documento do BFA...

Leia o artigo integral na edição 873 do Expansão, sexta-feira, dia 24 de Abril de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui

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