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Empresas & Mercados

Nas privatizações segue-se a MULTITEL

Propostas até 11 de Março

No caminho das privatizações, a próxima "grande" empresa a sair da esfera do Estado será a MULTITEL - Serviços de Telecomunicações, SA. São 90% do capital social, detidos pela PT Ventures, Angola Telecom e BCI. O concurso público já abriu e as propostas podem ser entregues até 11 de Março.

O concurso para a privatização da Multitel - Serviços de Telecomunicações, Lda já está aberto, a investidores nacionais e estrangeiros "devidamente qualificados para o efeito". O Estado vai vender 90% do capital da empresa, que são detidos pela PT Ventures (40%), Angola Telecom (30%) e BCI (20%). Relativamente a esta última tranche, apesar do BCI já ter um novo "dono", este facto deve ser acautelado no contrato final de passagem do capital social para o grupo Carrinho.

Os restantes 10% estão distribuídos por vários sócios em nome individual, e assim irão ficar nesta fase. As propostas já podem ser apresentadas nas instalações do IGAPE, durante a semana e no horário 08:00 - 15:00, até ao próximo dia 11 de Março.

A empresa oferece serviços na área das comunicações internas das empresas, através da interligação das várias instalações numa rede privativa de comunicação de dados, voz e Internet num ambiente de QoS e segurança. Na área digital desenvolveu o MULTITEL DIGITOTAL SOLUTION, que engloba a implantação de infraestruturas de rede, data center e cloud, voz IP, cybersegurança, desenvolvimento de softwares, consultadorias e formação on job, automação e segurança electrónica.

O IGAPE informou também que também já está aberto o concurso para a privatização da parte do Estado no património total da Moagem 10 Dezembro em Benguela, 20%, e que é detida pelo IGAPE. Os restantes 80% pertencem à Cerâtlântica, constituída em Maio de 2004, tendo na sua origem a empresa suíça Andre & Cie SA e a Cerangola, associada ao empresário Adérito Areias.

O património da empresa é composto por um edifício fabril de sete pisos, como o 6º reservado a quatro silos com uma capacidade total de 4.000 toneladas, um edifício de dois pisos destinado a habitação, entre outras construções. O prazo para entrega de propostas para os 20% do capital da empresa terminam no dia 14 de Janeiro.

De acordo com as palavras de Augusto Kalikimala, durante a sessão do leilão em bolsa do Banco de Comércio e Indústria (BCI), também os 25 por cento da participação do Estado angolano na estrutura accionista do Banco Caixa Geral Angola (BCGA) já estão disponíveis para o processo de privatização. Confirmou estar finalizado todo o processo de preparação para a privatização dos 25 por cento que o Estado detém neste banco. "Em função disso, é expectável que o Estado inicie nos primeiros dias de 2022 todas as iniciativas para a conclusão deste procedimento", referiu.

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